Publicação

Biossíntese, caracterização e citotoxicidade de nanopartículas de ouro usando extracto de lúcia-lima e erva de São Roberto

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Neste trabalho utilizou-se extractos aquosos de plantas, Lucia-lima e a Erva de Sao Roberto, na síntese de nanopartículas de ouro (AuNPs). Este é um método simples, pouco dispendioso e não requer a utilização de compostos tóxicos. As AuNPs foram detectadas em solução pela alteração da sua cor para um tom vermelho ou violeta e por espectrofotometria de UV-Visivel - NIR pela detecção de uma banda de absorvência, acima de 520 nm, devida ao fenómeno de Surface Plasmon Ressonance. A localização desta banda depende do tamanho das partículas, pelo que no caso de partículas anisotrópicas (poligonais) a presença de um plano longitudinal de muito maior diâmetro levou a detecção de uma segunda banda a c.d.o. superiores. As AuNPs foram caracterizadas por Microscopia de Transmissão Electrónica e Difracção de Raios-X. Por cromatografia de alta pressão, comparou-se a composição dos extractos antes e após a biossíntese e por espectroscopia de Infra-Vermelho determinou-se quais os grupos funcionais presentes nas AuNPs. Estudou-se os efeitos da concentração de extracto, da temperatura e da exposição a luz, na cinética, formação, morfologia e tamanho das AuNPs. Foram obtidas AuNPs esféricas, elipsoidais e anisotrópicas (triangulares, hexagonais, pentagonais e bastonetes) com dimensões variáveis. Com o extracto de Lúcia-lima, detectou-se a banda SPR entre 560 e 530nm correspondente a partículas de ouro com tamanhos entre 5 e 50 nm, representando 70% das partículas. O tamanho médio das partículas e a fracção de partículas anisotrópicas diminuiu com o aumento da concentração de extracto. Para o extracto de Erva de São Roberto, o aumento da concentração de extracto resultou num aumento da percentagem de partículas entre 5 e 30nm ate 90% e ocorreu uma redução do tamanho médio das partículas anisotrópicas de 50 para 15nm. O aumento da concentração dos extractos, da temperatura, e a exposição a luz favoreceu a reacção, formando-se NPs cristalinas de tamanhos médios menores. A análise por HPLC revelou a presença de luteolina-7-O-diglucoronido, verbascósido, crisoeriol-7-O-diglucoronido e isoverbascósido, para o extracto de Lúcia-lima e de ácido sinápico glucoronizado, quercitrina, ácido gálico, ácido elágico e cianidina para o extracto de Erva de São Roberto. Os resultados de HPLC e FTIR sugerem que o envolvimento destes compostos na biosíntese e na estabilização das AuNPs. As AuNPs apresentaram capacidade de inibir o enzima acetilcolinesterase e baixa citotoxicidade a nível celular.
Autores principais:Andreia, Alexandra Giro dos Santos
Assunto:Nanopartículas de ouro Biosintese Lúcia lima Erva de S. Roberto Teses de mestrado - 2010
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa

Registos relacionados