Publicação
A concretização cenográfica no vazio
| Resumo: | Observando a cidade de Lisboa torna-se evidente a singular morfologia que a define. Fortemente marcada pela sua estrutura natural, desenvolve-se sobre acentuados declives que se estendem até ao Rio Tejo, proporcionando-lhe constante valor cénico. Distingue-se, nos vales drenantes, a possibilidade de dar continuidade à Estrutura Verde da urbe, sobressaindo aqui a linha de água que outrora serpeou os vales do Rio Seco. Tal afluente permanece no imaginário do lugar, ainda que se encontre atualmente encanado e subterrado sobre múltiplas camadas asfálticas. Paralelamente, tomam-se os mantos rochosos que envolvem o vale como elemento identitário do lugar, destacando o vale no conjunto da cidade. Maturando tais premissas projeta-se um Parque Natural, que visa a renaturalização dos vales, estabelecendo ligação entre o Parque Florestal de Monsanto e o Estuário do Rio Tejo e incorporando, deste modo, o corredor verde pensado pelo arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles. Surge ainda a oportunidade de explorar o, inigualável, valor cenográfico presente no afloramento rochoso, incentivando a compreensão do exercício das artes cénicas ao longo da sua evolução. Deste modo, projeta-se no interior do Geomonumento, procurando o potencial cenográfico enraizado na sua tectónica. A proposta consiste na construção de vazios cénicos que acolhem a expressão humana contida nas artes performativas. Assim, e impulsionado pela estrutura do Parque, projeta-se a criação de momentos cénicos de permanência, que visam consolidar o tecido urbano fragmentado que o envolve mantendo um diálogo permanente entre o Parque e a Cidade. |
|---|---|
| Autores principais: | Palma, Patrícia Martins da |
| Assunto: | Parque natural Artes cénicas Geomonumento Arquitetura escavada Vazio Natural park Performing arts Geomonument Excavated architecture Void |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Observando a cidade de Lisboa torna-se evidente a singular morfologia que a define. Fortemente marcada pela sua estrutura natural, desenvolve-se sobre acentuados declives que se estendem até ao Rio Tejo, proporcionando-lhe constante valor cénico. Distingue-se, nos vales drenantes, a possibilidade de dar continuidade à Estrutura Verde da urbe, sobressaindo aqui a linha de água que outrora serpeou os vales do Rio Seco. Tal afluente permanece no imaginário do lugar, ainda que se encontre atualmente encanado e subterrado sobre múltiplas camadas asfálticas. Paralelamente, tomam-se os mantos rochosos que envolvem o vale como elemento identitário do lugar, destacando o vale no conjunto da cidade. Maturando tais premissas projeta-se um Parque Natural, que visa a renaturalização dos vales, estabelecendo ligação entre o Parque Florestal de Monsanto e o Estuário do Rio Tejo e incorporando, deste modo, o corredor verde pensado pelo arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles. Surge ainda a oportunidade de explorar o, inigualável, valor cenográfico presente no afloramento rochoso, incentivando a compreensão do exercício das artes cénicas ao longo da sua evolução. Deste modo, projeta-se no interior do Geomonumento, procurando o potencial cenográfico enraizado na sua tectónica. A proposta consiste na construção de vazios cénicos que acolhem a expressão humana contida nas artes performativas. Assim, e impulsionado pela estrutura do Parque, projeta-se a criação de momentos cénicos de permanência, que visam consolidar o tecido urbano fragmentado que o envolve mantendo um diálogo permanente entre o Parque e a Cidade. |
|---|