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A janela no contexto urbano do início do século XX à actualidade

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O objecto desta tese está de certo modo definido no título: a janela como elemento arquitectónico, no espaço doméstico de contexto urbano. É através da janela que se pretendem enquadrar as mudanças nos modos de habitar na cidade, Lisboa em particular, e num arco temporal que corresponde ao século XX. A habitação de carácter urbano seja unifamiliar seja plurifamiliar, observa certas condicionantes prévias à sua construção: a matriz fundiária do espaço, a malha urbana, ou as relações estabelecidas quer empiricamente quer por obediência a regulamentos. Por conseguinte, é também deste cruzar de factores que se constrói a arquitectura da cidade, onde se cruzam a jusante os privados, e o autor de projecto como mediador activo destes dados objectivos, subjectivos, formais ou informais. Os vãos de janela constituem-se então como um indicador sensível do processo intrínseco à construção invisível da arquitectura. Um elemento que de algum modo, ajusta os pretextos da arquitectura. A janela é aqui entendida como interface entre exterior e interior. É o elemento material dessa relação que configura as fronteiras entre o território do público e do privado. O sistema relacional que a janela corporiza é ele próprio dependente dos modos de habitar: num sentido lato do “habitar/fruir a cidade” mas fundamentalmente na inscrição no espaço doméstico.
Autores principais:Serrano, Inês Domingues
Assunto:Janela Habitação Paisagem urbana Fronteira, público, privado. Interface Privado Público window, housing, urban landscape, boundary, interface, public, private. Window Housing Urban landscape Boundary Interface Private
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O objecto desta tese está de certo modo definido no título: a janela como elemento arquitectónico, no espaço doméstico de contexto urbano. É através da janela que se pretendem enquadrar as mudanças nos modos de habitar na cidade, Lisboa em particular, e num arco temporal que corresponde ao século XX. A habitação de carácter urbano seja unifamiliar seja plurifamiliar, observa certas condicionantes prévias à sua construção: a matriz fundiária do espaço, a malha urbana, ou as relações estabelecidas quer empiricamente quer por obediência a regulamentos. Por conseguinte, é também deste cruzar de factores que se constrói a arquitectura da cidade, onde se cruzam a jusante os privados, e o autor de projecto como mediador activo destes dados objectivos, subjectivos, formais ou informais. Os vãos de janela constituem-se então como um indicador sensível do processo intrínseco à construção invisível da arquitectura. Um elemento que de algum modo, ajusta os pretextos da arquitectura. A janela é aqui entendida como interface entre exterior e interior. É o elemento material dessa relação que configura as fronteiras entre o território do público e do privado. O sistema relacional que a janela corporiza é ele próprio dependente dos modos de habitar: num sentido lato do “habitar/fruir a cidade” mas fundamentalmente na inscrição no espaço doméstico.