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Visão e Planeamento Estratégico das Forças Armadas Angolanas (2007-2017)

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Resumo:O tema em apreço é de relevância porque visa refletir sobre os processos de reestruturação/reedificação/redimensionamento das FAA, bem como os desafios que a República de Angola vem enfrentando para o seu desenvolvimento sócio-económico e político, depois de um longo período de conflito armado interno com a participação de alguns atores internacionais, com realce para as Forças de Defesa e Segurança da África do Sul do então regime do Apartheid; das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba; e ainda aos apoios das grandes potências mundiais, designadamente a Ex-URSS e os EUA. Com a proclamação da independência de Angola a 11 de novembro de 1975, o país viu-se mergulhado num conflito interno que durou aproximadamente duas décadas e meia, o que inviabilizou o seu desenvolvimento devido à instabilidade político-militar reinante na altura. Assim, as FAA têm desempenhado um papel relevante na estratégia de segurança de Angola, tendo contribuído significativamente para o alcance da paz em 2002. Deste modo, desde esta data as autoridades angolanas têm desenvolvido esforços no sentido de aperfeiçoar o sistema de organização e funcionamento das Forças Armadas, de modo a continuar a exercer o papel de garante da paz e estabilidade, tanto de Angola como das regiões (África Austral e África Central) onde se insere. Com este tema, pretende-se também compreender as estratégias seguidas pelo Governo de Angola em relação aos vários processos de reestruturação/reedificação/redimensionamento das Forças Armadas Angolanas, bem como avaliar se os objetivos pretendidos foram alcançados. Contudo, a investigação realizada notou-se que os processos de reestruturação/reedificação/redimensionamento não têm produzido resultados satisfatórios, com realce para a fase de implementação porque estas são interrompidas sempre que é nomeado um novo titular da pasta da Defesa Nacional.
Autores principais:Neto, Manuel Luís
Assunto:Defesa Nacional; Forças Armadas; Planeamento Estratégico; National Defense; Armed Forces; Strategic Planning.
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O tema em apreço é de relevância porque visa refletir sobre os processos de reestruturação/reedificação/redimensionamento das FAA, bem como os desafios que a República de Angola vem enfrentando para o seu desenvolvimento sócio-económico e político, depois de um longo período de conflito armado interno com a participação de alguns atores internacionais, com realce para as Forças de Defesa e Segurança da África do Sul do então regime do Apartheid; das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba; e ainda aos apoios das grandes potências mundiais, designadamente a Ex-URSS e os EUA. Com a proclamação da independência de Angola a 11 de novembro de 1975, o país viu-se mergulhado num conflito interno que durou aproximadamente duas décadas e meia, o que inviabilizou o seu desenvolvimento devido à instabilidade político-militar reinante na altura. Assim, as FAA têm desempenhado um papel relevante na estratégia de segurança de Angola, tendo contribuído significativamente para o alcance da paz em 2002. Deste modo, desde esta data as autoridades angolanas têm desenvolvido esforços no sentido de aperfeiçoar o sistema de organização e funcionamento das Forças Armadas, de modo a continuar a exercer o papel de garante da paz e estabilidade, tanto de Angola como das regiões (África Austral e África Central) onde se insere. Com este tema, pretende-se também compreender as estratégias seguidas pelo Governo de Angola em relação aos vários processos de reestruturação/reedificação/redimensionamento das Forças Armadas Angolanas, bem como avaliar se os objetivos pretendidos foram alcançados. Contudo, a investigação realizada notou-se que os processos de reestruturação/reedificação/redimensionamento não têm produzido resultados satisfatórios, com realce para a fase de implementação porque estas são interrompidas sempre que é nomeado um novo titular da pasta da Defesa Nacional.