Publicação
Gerador de cenários económicos em solvência II: aplicação do modelo Vasicek
| Resumo: | Desde o início de 2016, que o mercado segurador europeu passou a operar ao abrigo do Solvência II. Este regime obrigou a uma profunda revisão das garantias financeiras, tendo em conta a relação entre risco, capital exigido e rentabilidade dos capitais próprios. Tal relação exigiu uma reformulação na forma de avaliação dos ativos e dos passivos que compõem o capital próprio da empresa. O resultado desta avaliação pode, por um lado, significar a necessidade de aumento de capital, obrigando um maior esforço financeiro por parte dos investidores, ou, por outro lado, significar a estabilidade financeira, a possibilidade de distribuição de resultados fruto de um bom desempenho e dos investimentos concretizados. Para garantir a concretização de qualquer um destes cenários, é necessário que a avaliação seja coerente e consistente para garantir o compromisso com as responsabilidades assumidas. No que toca à carteira de ativos das empresas Seguradoras, grande parte é composta por obrigações, ações e imobiliário. O valor futuro destes ativos é influenciado por um, ou mais, factores de risco, como por exemplo, risco de crédito, risco de taxa de juro, risco cambial, etc, e, portanto, a optimização da avaliação dos ativos passa pela previsão consistente do valor destes fatores. O presente trabalho tem como principal objetivo a previsão da taxa de juro associada às obrigações, recorrendo ao método Gerador de Cenários Económicos (GCE). É efetuada uma abordagem no contexto dos processos estocásticos por meio do ajustamento do modelo Vasicek. Iremos avaliar a sua sensibilidade e a sua capacidade de adaptação à evolução da taxa de juro, e discutir, com base nos resultados obtidos, o uso do modelo Vasicek em contexto empresarial para apoiar a avaliação não só das obrigações, como também de outros ativos. |
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| Autores principais: | Pereira, Alexandre Braamcamp de Oliveira Sarmento |
| Assunto: | Solvência II Obrigações Risco taxa de juro GCE Modelo Vasicek Teses de mestrado - 2016 |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Desde o início de 2016, que o mercado segurador europeu passou a operar ao abrigo do Solvência II. Este regime obrigou a uma profunda revisão das garantias financeiras, tendo em conta a relação entre risco, capital exigido e rentabilidade dos capitais próprios. Tal relação exigiu uma reformulação na forma de avaliação dos ativos e dos passivos que compõem o capital próprio da empresa. O resultado desta avaliação pode, por um lado, significar a necessidade de aumento de capital, obrigando um maior esforço financeiro por parte dos investidores, ou, por outro lado, significar a estabilidade financeira, a possibilidade de distribuição de resultados fruto de um bom desempenho e dos investimentos concretizados. Para garantir a concretização de qualquer um destes cenários, é necessário que a avaliação seja coerente e consistente para garantir o compromisso com as responsabilidades assumidas. No que toca à carteira de ativos das empresas Seguradoras, grande parte é composta por obrigações, ações e imobiliário. O valor futuro destes ativos é influenciado por um, ou mais, factores de risco, como por exemplo, risco de crédito, risco de taxa de juro, risco cambial, etc, e, portanto, a optimização da avaliação dos ativos passa pela previsão consistente do valor destes fatores. O presente trabalho tem como principal objetivo a previsão da taxa de juro associada às obrigações, recorrendo ao método Gerador de Cenários Económicos (GCE). É efetuada uma abordagem no contexto dos processos estocásticos por meio do ajustamento do modelo Vasicek. Iremos avaliar a sua sensibilidade e a sua capacidade de adaptação à evolução da taxa de juro, e discutir, com base nos resultados obtidos, o uso do modelo Vasicek em contexto empresarial para apoiar a avaliação não só das obrigações, como também de outros ativos. |
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