Publicação
Resiliência, sustentabilidade e qualidade de vida em sistemas urbanos : efeitos da crise (pós-2008) em Portugal e no sistema urbano do oeste
| Resumo: | A resiliência urbana assinala o progresso continuado. O desenvolvimento urbano, visto pelo paradigma da resiliência evolutiva, permite que se equacionem fatores que reduzem (ou que ampliam) os períodos de crises. Crise, resiliência e sustentabilidade quando diluídos num quadro teórico, evidenciam o aumento da recorrência e da magnitude destes fenómenos, que impõem recuos na qualidade de vida das comunidades. Preso numa teia de equilíbrios “automáticos” (resgatadores de condições passadas ou projetadores das atuais, por vezes, indesejadas, para as futuras gerações), não será o conceito de sustentabilidade insuficiente para concretizar trajetórias duradouras de desenvolvimento urbano? Eis o núcleo da reflexão aqui proposta. Resultante da síntese de métodos similares, o Modelo de Avaliação da Resiliência e da Sustentabilidade em Sistemas Urbanos (MARSSU), mede a intensidade do estrangulamento do potencial de desenvolvimento do país. A crise (pós-2008), para além de penalizar as regiões mais frágeis, erodiu a capacidade de sustentar desenvolvimento nas primeiras coroas das áreas metropolitanas, no corredor urbano do Algarve, em alguns dos eixos/sistemas urbanos regionais intermetropolitanos e nos centros secundários dos sistemas regionais no interior. Em resultado, a extensão de país mais vulnerável dilatou-se consideravelmente. Isto é: o potencial de desenvolvimento do país degradou-se e o que dele resta, decantou para os “centros dos centros”. A avaliação dos impactos da crise no sistema urbano do Oeste (tendo em conta as 387 famílias entrevistadas, reproduzindo informação sobre o quadro de vida de 1028 indivíduos) permitiu apurar, por exemplo, que em Peniche, são os constrangimentos no acesso aos rendimentos e à habitação que aumentam a vulnerabilidade e que nas Caldas da Rainha, a contração dos rendimentos e do consumo, colocam este centro urbano lado a lado com o anterior. Ambos acusam mais os impactos da crise que o país e sistema urbano em que se inserem. Os resultados denunciam bloqueios profundos no desenvolvimento destas comunidades. |
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| Autores principais: | Gonçalves, Carlos |
| Assunto: | Teses de doutoramento - 2014 |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A resiliência urbana assinala o progresso continuado. O desenvolvimento urbano, visto pelo paradigma da resiliência evolutiva, permite que se equacionem fatores que reduzem (ou que ampliam) os períodos de crises. Crise, resiliência e sustentabilidade quando diluídos num quadro teórico, evidenciam o aumento da recorrência e da magnitude destes fenómenos, que impõem recuos na qualidade de vida das comunidades. Preso numa teia de equilíbrios “automáticos” (resgatadores de condições passadas ou projetadores das atuais, por vezes, indesejadas, para as futuras gerações), não será o conceito de sustentabilidade insuficiente para concretizar trajetórias duradouras de desenvolvimento urbano? Eis o núcleo da reflexão aqui proposta. Resultante da síntese de métodos similares, o Modelo de Avaliação da Resiliência e da Sustentabilidade em Sistemas Urbanos (MARSSU), mede a intensidade do estrangulamento do potencial de desenvolvimento do país. A crise (pós-2008), para além de penalizar as regiões mais frágeis, erodiu a capacidade de sustentar desenvolvimento nas primeiras coroas das áreas metropolitanas, no corredor urbano do Algarve, em alguns dos eixos/sistemas urbanos regionais intermetropolitanos e nos centros secundários dos sistemas regionais no interior. Em resultado, a extensão de país mais vulnerável dilatou-se consideravelmente. Isto é: o potencial de desenvolvimento do país degradou-se e o que dele resta, decantou para os “centros dos centros”. A avaliação dos impactos da crise no sistema urbano do Oeste (tendo em conta as 387 famílias entrevistadas, reproduzindo informação sobre o quadro de vida de 1028 indivíduos) permitiu apurar, por exemplo, que em Peniche, são os constrangimentos no acesso aos rendimentos e à habitação que aumentam a vulnerabilidade e que nas Caldas da Rainha, a contração dos rendimentos e do consumo, colocam este centro urbano lado a lado com o anterior. Ambos acusam mais os impactos da crise que o país e sistema urbano em que se inserem. Os resultados denunciam bloqueios profundos no desenvolvimento destas comunidades. |
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