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Hipocalcémia : quantificação do cálcio ionizado inicial em cães traumatizados e seu valor predictivo : estudo preliminar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Em medicina humana, trauma é a causa de morte mais comum em jovens nos países desenvolvidos, para prevenir essa ocorrência têm se feito uso de indicadores de mortalidade. O cálcio ionizado possui um elevado potencial para poder ser usado com indicador de prognóstico. Com o corrente estudo pretendeu-se quantificar a frequência de hipocalcémia nos cães com história de trauma, que dão entrada na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Veterinário Central, e tendo em conta as diferenças, entre os níveis médios observados nos pacientes traumatizados sobreviventes (n=47) e os pacientes traumatizados não sobreviventes (n=14), determinar a sua capacidade como indicador de mortalidade. O cálcio foi correlacionado com os dias de internamento para determinar a morbilidade. Procedeu-se à recolha de amostras de sangue de cada paciente e quantificou-se o cálcio pelo método eléctrodo ião-selectivo, utilizando-se como instrumento de medição o Bayer Rapidlab 865® Siemens Medical Solutions. Concluiu-se que, as concentrações de cálcio foram menores nos pacientes traumatizados (1.24 ± 0.14 mmol/L), do que nos pacientes do grupo controlo (1.37 ± 0.06 mmol/L), p<0.01. Os cães não sobreviventes manifestaram valores médios de cálcio ionizado (1.04 ± 0.09 mmol/L) inferiores quando comparados com animais sobreviventes (1.30 ± 0.08 mmol/L), p<0.001, concluindo-se que animais com valores de hipocalcémia menores apresentaram pior evolução e consequentemente pior prognóstico. A taxa de sobrevivência foi maior nos animais normocalcémicos (100%) ou com hipocalcémias ligeiras (90%), do que no grupo com hipocalcémia moderada/severa (24%). Existe uma correlação moderada entre a concentração sérica de cálcio ionizado e o número de dias de recuperação (r= - 0.579).
Autores principais:Figueiredo, Inês Henriques
Assunto:Cálcio ionizado Hipocalcémia Cão Trauma Morbilidade Mortalidade Ionized calcium Hypocalcaemia Dog Morbidity Mortality
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:trabalho de fim de curso
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Em medicina humana, trauma é a causa de morte mais comum em jovens nos países desenvolvidos, para prevenir essa ocorrência têm se feito uso de indicadores de mortalidade. O cálcio ionizado possui um elevado potencial para poder ser usado com indicador de prognóstico. Com o corrente estudo pretendeu-se quantificar a frequência de hipocalcémia nos cães com história de trauma, que dão entrada na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Veterinário Central, e tendo em conta as diferenças, entre os níveis médios observados nos pacientes traumatizados sobreviventes (n=47) e os pacientes traumatizados não sobreviventes (n=14), determinar a sua capacidade como indicador de mortalidade. O cálcio foi correlacionado com os dias de internamento para determinar a morbilidade. Procedeu-se à recolha de amostras de sangue de cada paciente e quantificou-se o cálcio pelo método eléctrodo ião-selectivo, utilizando-se como instrumento de medição o Bayer Rapidlab 865® Siemens Medical Solutions. Concluiu-se que, as concentrações de cálcio foram menores nos pacientes traumatizados (1.24 ± 0.14 mmol/L), do que nos pacientes do grupo controlo (1.37 ± 0.06 mmol/L), p<0.01. Os cães não sobreviventes manifestaram valores médios de cálcio ionizado (1.04 ± 0.09 mmol/L) inferiores quando comparados com animais sobreviventes (1.30 ± 0.08 mmol/L), p<0.001, concluindo-se que animais com valores de hipocalcémia menores apresentaram pior evolução e consequentemente pior prognóstico. A taxa de sobrevivência foi maior nos animais normocalcémicos (100%) ou com hipocalcémias ligeiras (90%), do que no grupo com hipocalcémia moderada/severa (24%). Existe uma correlação moderada entre a concentração sérica de cálcio ionizado e o número de dias de recuperação (r= - 0.579).