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A política externa brasileira (PEB) nos brics : entre a autonomia política e a dependência econômica

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Resumo:A Política Externa Brasileira(PEB) adotada nos anos 2003-2014 apresentou desafios de análise pertinentes pelo fato que a alternância de poder que ocorreu com os governos Luís Inácio Lula da Silva I e II(2003-2010) e Dilma Rousseff (2010-2014) significou uma mudança na Política Externa redirecionando as prioridades das relações com países do eixo Sul-Sul, diferentemente da política de alinhamento automático de anos anteriores como na década de 1990. Esta mudança que ocorreu pela busca da construção de outra hegemonia, fez com que o Brasil participasse ativamente na formação dos países BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) como um dos objetivos estratégicos no balanceamento das forças políticas internacionais. A atuação do Brasil nos BRICS, segundo nossa perspectiva, tem como base de análise tais pontos: (a) O fortalecimento de um campo político na busca por mudanças nas instituições criadas após as Conferências de Brenton Woods, como o Banco Mundial (BM), Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização Mundial do Comércio (OMC), agindo em parceria com outros países em desenvolvimento; (b) Interação e diversificação no campo econômico com o aumento dos fluxos comerciais para os países do eixo Sul-Sul; (c) Pautas de convergências/divergências dos países BRICS na ONU. Entre as relações que o Brasil criou no âmbito dos BRICS, as relações Sino Brasileiras merecem destaque de análise. O aprofundamento das relações Brasil-China passou a ser prioridade nos fluxos comerciais e na atração de projetos e investimentos no país. A decisão política de maior cooperação com a China trouxe também consequências para a economia brasileira. A balança comercial pautada nas exportações de produtos de baixo valor agregado(commodities) e as importações de bens manufaturados colocou o Brasil numa posição de desvantagem comercial que afetou sua indústria e seu entorno geográfico na América Latina. Dessa maneira, evidenciamos uma nova forma de construção de um modelo de dependência. A dualidade entre a autonomia política e dependência econômica se destaca como o principal objetivo de nossa análise.
Autores principais:NASCIMENTO, DMITRI
Assunto:Teses de doutoramento - 2018 Política externa Autonomia política Brasil China
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Política Externa Brasileira(PEB) adotada nos anos 2003-2014 apresentou desafios de análise pertinentes pelo fato que a alternância de poder que ocorreu com os governos Luís Inácio Lula da Silva I e II(2003-2010) e Dilma Rousseff (2010-2014) significou uma mudança na Política Externa redirecionando as prioridades das relações com países do eixo Sul-Sul, diferentemente da política de alinhamento automático de anos anteriores como na década de 1990. Esta mudança que ocorreu pela busca da construção de outra hegemonia, fez com que o Brasil participasse ativamente na formação dos países BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) como um dos objetivos estratégicos no balanceamento das forças políticas internacionais. A atuação do Brasil nos BRICS, segundo nossa perspectiva, tem como base de análise tais pontos: (a) O fortalecimento de um campo político na busca por mudanças nas instituições criadas após as Conferências de Brenton Woods, como o Banco Mundial (BM), Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização Mundial do Comércio (OMC), agindo em parceria com outros países em desenvolvimento; (b) Interação e diversificação no campo econômico com o aumento dos fluxos comerciais para os países do eixo Sul-Sul; (c) Pautas de convergências/divergências dos países BRICS na ONU. Entre as relações que o Brasil criou no âmbito dos BRICS, as relações Sino Brasileiras merecem destaque de análise. O aprofundamento das relações Brasil-China passou a ser prioridade nos fluxos comerciais e na atração de projetos e investimentos no país. A decisão política de maior cooperação com a China trouxe também consequências para a economia brasileira. A balança comercial pautada nas exportações de produtos de baixo valor agregado(commodities) e as importações de bens manufaturados colocou o Brasil numa posição de desvantagem comercial que afetou sua indústria e seu entorno geográfico na América Latina. Dessa maneira, evidenciamos uma nova forma de construção de um modelo de dependência. A dualidade entre a autonomia política e dependência econômica se destaca como o principal objetivo de nossa análise.