Publicação
Farmacoterapia da colite ulcerosa
| Resumo: | A colite ulcerosa (UC) é uma doença inflamatória intestinal (DII) crónica de etiologia desconhecida que afeta o cólon e o reto. A UC foi descrita pela primeira vez por Samuel Wilks em 1859 e é mais comum relativamente à doença de crohn (DC) em todo o mundo. Esta doença do foro intestinal tem, nos últimos anos, levantando algumas preocupações devido à sua elevada incidência em países desenvolvidos e um aumento substancial da mesma em países em desenvolvimento. Estima-se, que a incidência e a prevalência são relatadas em 1,2 a 20,3 e 7,6 a 245 casos por 100 000 pessoas/ano, respetivamente. Antecedentes genéticos, fatores ambientais, desregulação primária imunológica da mucosa intestinal, têm sido alguns dos fatores de risco descritos que contribuem para o desenvolvimento desta patologia. A sintomatologia clássica da UC inclui diarreia com vestígios de sangue com ou sem muco, urgência em defecar, tenesmo e dor abdominal que muitas da vezes é aliviada pela defecação. A terapêutica medicamentosa convencional (aminossalicilatos, tiopurinas e corticosteróides (CIs)) permitiu uma alteração do paradigma da doença melhorando significativamente a morbilidade que lhe é associada. No entanto, muitos destes esquemas não são totalmente eficazes apresentando recidivas ao longo do tempo. Deste modo, surgiram ao longo dos últimos anos, novos alvos terapêuticos e fármacos biológicos, a farmacoterapia inovadora atualmente disponível, visa induzir e manter a remissão da sintomatologia, promover a cicatrização da mucosa e evitar qualquer intervenção cirúrgica. Consequentemente, os meios de diagnóstico foram aprimorados com a finalidade de monitorizar a atividade da doença com maior precisão. Apesar de todos estes avanços, uma percentagem substancial de doentes, nomeadamente aqueles que apresentam recidiva da doença sobre terapêutica ou aqueles que desenvolvem cancro colorretal, ainda necessitam de intervenções cirúrgicas restauradoras (proctocolectomia). |
|---|---|
| Autores principais: | Silva, Daniel Ricardo Lucas da |
| Assunto: | Colite ulcerosa Farmacoterapia Doença inflamatória intestinal Terapêutica biológica Mestrado integrado - 2022 |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A colite ulcerosa (UC) é uma doença inflamatória intestinal (DII) crónica de etiologia desconhecida que afeta o cólon e o reto. A UC foi descrita pela primeira vez por Samuel Wilks em 1859 e é mais comum relativamente à doença de crohn (DC) em todo o mundo. Esta doença do foro intestinal tem, nos últimos anos, levantando algumas preocupações devido à sua elevada incidência em países desenvolvidos e um aumento substancial da mesma em países em desenvolvimento. Estima-se, que a incidência e a prevalência são relatadas em 1,2 a 20,3 e 7,6 a 245 casos por 100 000 pessoas/ano, respetivamente. Antecedentes genéticos, fatores ambientais, desregulação primária imunológica da mucosa intestinal, têm sido alguns dos fatores de risco descritos que contribuem para o desenvolvimento desta patologia. A sintomatologia clássica da UC inclui diarreia com vestígios de sangue com ou sem muco, urgência em defecar, tenesmo e dor abdominal que muitas da vezes é aliviada pela defecação. A terapêutica medicamentosa convencional (aminossalicilatos, tiopurinas e corticosteróides (CIs)) permitiu uma alteração do paradigma da doença melhorando significativamente a morbilidade que lhe é associada. No entanto, muitos destes esquemas não são totalmente eficazes apresentando recidivas ao longo do tempo. Deste modo, surgiram ao longo dos últimos anos, novos alvos terapêuticos e fármacos biológicos, a farmacoterapia inovadora atualmente disponível, visa induzir e manter a remissão da sintomatologia, promover a cicatrização da mucosa e evitar qualquer intervenção cirúrgica. Consequentemente, os meios de diagnóstico foram aprimorados com a finalidade de monitorizar a atividade da doença com maior precisão. Apesar de todos estes avanços, uma percentagem substancial de doentes, nomeadamente aqueles que apresentam recidiva da doença sobre terapêutica ou aqueles que desenvolvem cancro colorretal, ainda necessitam de intervenções cirúrgicas restauradoras (proctocolectomia). |
|---|