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Avaliação da evolução da contaminação da Lagoa da Sancha

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Resumo:A Lagoa da Sancha encontra-se localizada na costa SW de Portugal, a cerca de 7 km a N de Sines, numa área ambiental protegida, pertencente ao concelho de Grândola, no distrito de Setúbal. Nos anos 2000, as características da água e de sedimentos do fundo da Lagoa da Sancha começaram a sofrer alterações significativas com o acumular de uma elevada concentração de metais e uma redução drástica dos valores de pH. Após vários estudos realizados sobre as fontes e os processos de contaminação na bacia hidrográfica da Lagoa da Sancha nos últimos anos, foi possível identificar a origem provável da contaminação e os processos que ocorrem para as alterações ambientais da massa de água. O presente trabalho, tem como objetivo principal avaliar a evolução da pluma de contaminação que chega à Lagoa da Sancha e propor medidas de mitigação. O percurso e evolução espacial dos contaminantes, entre a fonte e a Lagoa da Sancha, foram definidos através da utilização dos programas automáticos PhreeqcI, Processing Modflow e MT3DMS. Com estes programas foi possível modelar o fluxo de água subterrânea e o transporte de massa dos contaminantes em direção à Lagoa, determinar as quantidades aproximadas de contaminantes que saem da fonte, bem como as reações que ocorrem no hidrossoma e que contribuem para a alteração das características do mesmo. Tendo como referência os dados obtidos por Glória (2016), as análises realizadas nas amostras recolhidas em dezembro de 2020 serviram de comparação para avaliar o processo de evolução da contaminação na Lagoa da Sancha. Os resultados mais recentes mostraram que o pH da água está um pouco menos ácido e as concentrações em alguns metais diminuíram, sendo no entanto, ainda detetados hidrocarbonetos e concentração elevada de enxofre e ferro. Os resultados das análises químicas na água e nos sedimentos da Lagoa, combinados com a modelação do transporte de massa, permitiram a reconstrução dos processos que ocorreram desde a fonte de contaminação, até ao interior da Lagoa. Identificado e caracterizado o problema da contaminação na Lagoa da Sancha, levantam-se outras questões, nomeadamente que técnicas devem ser utilizadas para o processo de remediação da área contaminada. A modelação permitiu-nos também simular o comportamento do sistema 50 anos após a retirada da fonte de contaminação, mostrando que o sistema natural tem capacidade de regeneração, porque a concentração dos contaminantes utilizados na modelação diminui consideravelmente. Com os dados obtidos, foi possível propôr estratégias mais apropriadas que permitam resolver o problema da contaminação na Lagoa da Sancha.
Autores principais:Cardoso, Hélio Ivan Calisto
Assunto:Contaminação Hidrocarbonetos Modelação numérica Transporte de massa Teses de mestrado - 2021
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Lagoa da Sancha encontra-se localizada na costa SW de Portugal, a cerca de 7 km a N de Sines, numa área ambiental protegida, pertencente ao concelho de Grândola, no distrito de Setúbal. Nos anos 2000, as características da água e de sedimentos do fundo da Lagoa da Sancha começaram a sofrer alterações significativas com o acumular de uma elevada concentração de metais e uma redução drástica dos valores de pH. Após vários estudos realizados sobre as fontes e os processos de contaminação na bacia hidrográfica da Lagoa da Sancha nos últimos anos, foi possível identificar a origem provável da contaminação e os processos que ocorrem para as alterações ambientais da massa de água. O presente trabalho, tem como objetivo principal avaliar a evolução da pluma de contaminação que chega à Lagoa da Sancha e propor medidas de mitigação. O percurso e evolução espacial dos contaminantes, entre a fonte e a Lagoa da Sancha, foram definidos através da utilização dos programas automáticos PhreeqcI, Processing Modflow e MT3DMS. Com estes programas foi possível modelar o fluxo de água subterrânea e o transporte de massa dos contaminantes em direção à Lagoa, determinar as quantidades aproximadas de contaminantes que saem da fonte, bem como as reações que ocorrem no hidrossoma e que contribuem para a alteração das características do mesmo. Tendo como referência os dados obtidos por Glória (2016), as análises realizadas nas amostras recolhidas em dezembro de 2020 serviram de comparação para avaliar o processo de evolução da contaminação na Lagoa da Sancha. Os resultados mais recentes mostraram que o pH da água está um pouco menos ácido e as concentrações em alguns metais diminuíram, sendo no entanto, ainda detetados hidrocarbonetos e concentração elevada de enxofre e ferro. Os resultados das análises químicas na água e nos sedimentos da Lagoa, combinados com a modelação do transporte de massa, permitiram a reconstrução dos processos que ocorreram desde a fonte de contaminação, até ao interior da Lagoa. Identificado e caracterizado o problema da contaminação na Lagoa da Sancha, levantam-se outras questões, nomeadamente que técnicas devem ser utilizadas para o processo de remediação da área contaminada. A modelação permitiu-nos também simular o comportamento do sistema 50 anos após a retirada da fonte de contaminação, mostrando que o sistema natural tem capacidade de regeneração, porque a concentração dos contaminantes utilizados na modelação diminui consideravelmente. Com os dados obtidos, foi possível propôr estratégias mais apropriadas que permitam resolver o problema da contaminação na Lagoa da Sancha.