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Resumo:A dor osteoarticular é um problema significativo de saúde global que tem atraído a atenção da comunidade científica devido à sua potencial ligação às condições meteorológicas. Apesar de vários estudos aprofundados, continua a não haver um consenso claro sobre este tema. Esta inconclusividade pode resultar da complexidade tanto das condições meteorológicas como da perceção da dor. Dada a natureza subjetiva inerentemente das experiências de dor, marcada por variações interindividuais significativas, é imperativo considerar esta variabilidade ao investigar a associação entre a dor osteoarticular e os fatores meteorológicos. Muitos indivíduos com doenças reumáticas acreditam que as condições meteorológicas influenciam os seus sintomas, e que as temperaturas frias e os ambientes húmidos são geralmente considerados como tendo um impacto mais significativo. A compreensão desta relação pode melhorar o controlo das dores osteoarticulares, as intervenções médicas e os ajustes do estilo de vida dos pacientes. Este estudo destaca a importância de investigar o impacto das condições meteorológicas na dor osteoarticular e nas doenças reumáticas, utilizando dados da Ilha da Madeira e da Ilha do Porto Santo, entre 2018 e 2022. O objetivo deste estudo é ultrapassar as limitações de estudos anteriores, que se baseavam frequentemente em questionários online subjetivos, com amostras pequenas e sem ter em conta fatores psicológicos. Este estudo encontrou uma potencial correlação entre as variações de temperatura e humidade e a prevalência de doenças reumáticas, em diferentes municípios. Padrões de prevalência semelhantes em municípios com condições meteorológicas semelhantes sugerem que os fatores meteorológicos podem influenciar a prevalência de doenças reumáticas no Arquipélago da Madeira. Agrupar municípios com taxas de prevalência semelhantes oferece vantagens em investigação, na saúde pública e na afetação de recursos, assegurando uma atribuição eficiente de recursos a grupos específicos e que se adaptada às alterações das taxas de prevalência ao longo do tempo. Em última análise, esta abordagem visa otimizar o impacto na saúde pública através de uma gestão eficiente das doenças reumáticas. É importante notar que são necessárias mais investigações para validar os resultados deste estudo e explorar outros parâmetros meteorológicos que possam influenciar as taxas de prevalência das doenças reumáticas.
Autores principais:Sousa, Ana Beatriz Silva
Assunto:Osteoarticular pain Meteorological conditions Rheumatic diseases Prevalence Resource allocation Mestrado Integrado - 2023
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A dor osteoarticular é um problema significativo de saúde global que tem atraído a atenção da comunidade científica devido à sua potencial ligação às condições meteorológicas. Apesar de vários estudos aprofundados, continua a não haver um consenso claro sobre este tema. Esta inconclusividade pode resultar da complexidade tanto das condições meteorológicas como da perceção da dor. Dada a natureza subjetiva inerentemente das experiências de dor, marcada por variações interindividuais significativas, é imperativo considerar esta variabilidade ao investigar a associação entre a dor osteoarticular e os fatores meteorológicos. Muitos indivíduos com doenças reumáticas acreditam que as condições meteorológicas influenciam os seus sintomas, e que as temperaturas frias e os ambientes húmidos são geralmente considerados como tendo um impacto mais significativo. A compreensão desta relação pode melhorar o controlo das dores osteoarticulares, as intervenções médicas e os ajustes do estilo de vida dos pacientes. Este estudo destaca a importância de investigar o impacto das condições meteorológicas na dor osteoarticular e nas doenças reumáticas, utilizando dados da Ilha da Madeira e da Ilha do Porto Santo, entre 2018 e 2022. O objetivo deste estudo é ultrapassar as limitações de estudos anteriores, que se baseavam frequentemente em questionários online subjetivos, com amostras pequenas e sem ter em conta fatores psicológicos. Este estudo encontrou uma potencial correlação entre as variações de temperatura e humidade e a prevalência de doenças reumáticas, em diferentes municípios. Padrões de prevalência semelhantes em municípios com condições meteorológicas semelhantes sugerem que os fatores meteorológicos podem influenciar a prevalência de doenças reumáticas no Arquipélago da Madeira. Agrupar municípios com taxas de prevalência semelhantes oferece vantagens em investigação, na saúde pública e na afetação de recursos, assegurando uma atribuição eficiente de recursos a grupos específicos e que se adaptada às alterações das taxas de prevalência ao longo do tempo. Em última análise, esta abordagem visa otimizar o impacto na saúde pública através de uma gestão eficiente das doenças reumáticas. É importante notar que são necessárias mais investigações para validar os resultados deste estudo e explorar outros parâmetros meteorológicos que possam influenciar as taxas de prevalência das doenças reumáticas.