Publicação
Omalizumab na prevenção de reações sistémicas à imunoterapia : caso clínico
| Resumo: | A ordem dos himenópteros é um dos maiores grupos de insetos e provavelmente a mais benéfica. Numa percentagem variável de indivíduos (9,3%-28,7%), quando expostos ao veneno de himenópteros após picada, ocorre sensibilização ao mesmo, o que significa que podem vir a manifestar uma reação de hipersensibilidade em contexto de repicada. O diagnóstico de alergia a veneno de himenópteros (AVH) baseia-se na história clínica, testes cutâneos in vivo e testes in vitro. Além da terapêutica da reação alérgica aguda, os doentes com reações alérgicas graves têm indicação para imunoterapia com veneno de himenópteros (ITVH). A ITVH é a terapêutica mais eficaz a induzir tolerância ao alergénio evitando reações alérgicas em futuras picadas; no entanto, pode associar-se a reações locais (50%) ou reações sistémicas (2-20%). A prevenção destas reações é feita geralmente com a instituição de pré-tratamentos (anti-histamínicos, corticóides, entre outros). Em determinados doentes, apesar desta intervenção, não é possível alcançar a dose eficaz – nestes casos deve ponderar-se seriamente o risco/benefício da imunoterapia. Recentemente, o omalizumab tem sido usado off-label como indutor de tolerância à imunoterapia com alergénios apesar de não existir ainda um protocolo definido e os resultados descritos na literatura serem escassos e díspares. No presente trabalho é apresentado um caso de alergia a veneno de abelhas com indicação para imunoterapia em protocolo rush, que foi interrompido por reação sistémica. Fez-se administração de dose única de omalizumab 8 dias antes de 2ª tentativa de administração do protocolo rush, novamente sem sucesso. Fez-se depois um esquema de administração quinzenal de omalizumab durante dois meses seguido de imunoterapia em esquema rush (8 dias depois da última toma), desta vez com tolerância. Continuou-se o esquema terapêutico com ITVH mensal (administração de omalizumab 8 dias antes) com tolerância em todas as administrações subsequentes. |
|---|---|
| Autores principais: | Constante, Mariana Batista |
| Assunto: | Alergia a veneno de himenópteros Imunoterapia Imunoalergologia |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A ordem dos himenópteros é um dos maiores grupos de insetos e provavelmente a mais benéfica. Numa percentagem variável de indivíduos (9,3%-28,7%), quando expostos ao veneno de himenópteros após picada, ocorre sensibilização ao mesmo, o que significa que podem vir a manifestar uma reação de hipersensibilidade em contexto de repicada. O diagnóstico de alergia a veneno de himenópteros (AVH) baseia-se na história clínica, testes cutâneos in vivo e testes in vitro. Além da terapêutica da reação alérgica aguda, os doentes com reações alérgicas graves têm indicação para imunoterapia com veneno de himenópteros (ITVH). A ITVH é a terapêutica mais eficaz a induzir tolerância ao alergénio evitando reações alérgicas em futuras picadas; no entanto, pode associar-se a reações locais (50%) ou reações sistémicas (2-20%). A prevenção destas reações é feita geralmente com a instituição de pré-tratamentos (anti-histamínicos, corticóides, entre outros). Em determinados doentes, apesar desta intervenção, não é possível alcançar a dose eficaz – nestes casos deve ponderar-se seriamente o risco/benefício da imunoterapia. Recentemente, o omalizumab tem sido usado off-label como indutor de tolerância à imunoterapia com alergénios apesar de não existir ainda um protocolo definido e os resultados descritos na literatura serem escassos e díspares. No presente trabalho é apresentado um caso de alergia a veneno de abelhas com indicação para imunoterapia em protocolo rush, que foi interrompido por reação sistémica. Fez-se administração de dose única de omalizumab 8 dias antes de 2ª tentativa de administração do protocolo rush, novamente sem sucesso. Fez-se depois um esquema de administração quinzenal de omalizumab durante dois meses seguido de imunoterapia em esquema rush (8 dias depois da última toma), desta vez com tolerância. Continuou-se o esquema terapêutico com ITVH mensal (administração de omalizumab 8 dias antes) com tolerância em todas as administrações subsequentes. |
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