Publicação

A circulação do manuscrito da Peregrinaçam de Fernão Mendes Pinto na Península Ibérica e os inquéritos sobre a geografia da China: as transcrições de Frei Jerónimo Gracián de la Madre de Dios (1586) e de Frei Marcelo de Ribadeneyra (1601)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Apesar de ter permanecido inédito até 1614, o manuscrito da Peregrinaçam de Fernão Mendes Pinto foi conhecido e até citado por vários especialistas ou simples curiosos em assuntos orientais nos anos que precederem a sua publicação. Neste artigo, oferecemos duas investigações paralelas, mas complementares, associadas à circulação deste importante manuscrito perdido e ao modo como a mesma foi estimulada por um interesse específico pela China. Em primeiro lugar, passamos em revista os principais indícios da notoriedade que Mendes Pinto conseguiu granjear em vida, enquanto entendido em temas chineses e autor de um livro para o qual o próprio anunciava uma descrição inédita sobre o Império do Meio. Em segundo lugar, identificamos duas obras de religiosos espanhóis impressas antes de 1614 onde se transcreveram parcelas mais ou menos consideráveis da Peregrinaçam: o Stimvlo dela propagacion dela Fee de Fr. Jerónimo Gracián de la Madre de Dios (Lisboa, 1586) e a Historia de las Islas del Archipielago, y Reynos de la Gran China de Fr. Marcelo de Ribadeneyra (Barcelona, 1601).
Autores principais:Oliveira, Francisco Roque De
Assunto:Fernão Mendes Pinto Peregrinação China Literatura de viagens Historiografia jesuita Séculos XVI e XVII
Ano:2007
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Apesar de ter permanecido inédito até 1614, o manuscrito da Peregrinaçam de Fernão Mendes Pinto foi conhecido e até citado por vários especialistas ou simples curiosos em assuntos orientais nos anos que precederem a sua publicação. Neste artigo, oferecemos duas investigações paralelas, mas complementares, associadas à circulação deste importante manuscrito perdido e ao modo como a mesma foi estimulada por um interesse específico pela China. Em primeiro lugar, passamos em revista os principais indícios da notoriedade que Mendes Pinto conseguiu granjear em vida, enquanto entendido em temas chineses e autor de um livro para o qual o próprio anunciava uma descrição inédita sobre o Império do Meio. Em segundo lugar, identificamos duas obras de religiosos espanhóis impressas antes de 1614 onde se transcreveram parcelas mais ou menos consideráveis da Peregrinaçam: o Stimvlo dela propagacion dela Fee de Fr. Jerónimo Gracián de la Madre de Dios (Lisboa, 1586) e a Historia de las Islas del Archipielago, y Reynos de la Gran China de Fr. Marcelo de Ribadeneyra (Barcelona, 1601).