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Burnout in medical students : a longitudinal study in Lisbon's School of Medicine

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Resumo:O burnout é um síndrome psicológico muito prevalente entre os estudantes de medicina, com impacto negativo na sua performance e saúde mental. Há poucos estudos longitudinais a explorar a variação dos níveis de burnout durante um semestre e os factores que contribuem para o burnout. O objetivo deste estudo foi avaliar os níveis de burnout entre os estudantes de medicina durante o primeiro semestre e identificar as variáveis que possam explicar a variação do burnout ao longo do tempo. Método: Estudo prospetivo, longitudinal e observacional, no qual os estudantes de medicina de uma escola médica portuguesa completaram as versões portuguesas do Inventário de Burnout de Maslach – Inquérito para estudantes e Inventário de Saúde Mental-5, as versões revistas da escala de satisfação com o apoio social e o inquérito sobre o estigma e comportamentos de procura de ajuda dos estudantes de medicina com burnout, além de questões relativas a características demográficas, performance académica, apoio social, saúde mental, estilos de vida e uso de substâncias, no início (primeira fase), meio (segunda fase) e fim (terceira fase) do primeiro semestre do ano académico de 2018-19. Resultados: 108 participantes responderam nas três fases, representando a amostra emparelhada, com 28.2% de prevalência de burnout na primeira fase, subindo para 34% na segunda fase e 39.5% na terceira fase. A amostra não emparelhada consistiu em 332 respostas obtidas na terceira fase, a qual foi usada para explorar os fatores que contribuem para os níveis de burnout registados. Níveis mais elevados de burnout correlacionaram-se positivamente com pior performance académica, percepção de estigma em relação à saúde mental, consumo de calmantes e serem estudantes deslocados, mas correlacionaram-se negativamente com a existência de apoio social, atividade física, hábitos alimentares auto-percepcionados como adequados, e quantidade e qualidade auto-percepcionada de sono. Conclusão: O burnout é altamente prevalente entre estudantes de medicina, aumentando durante o semestre e sendo influenciado pelo apoio social, variáveis de estilo de vida, performance académica e percepção de estigma relacionado com a saúde mental. As escolas médicas devem promover estratégias preventivas e providenciar um apoio de saúde mental adequado.
Autores principais:Martins, Maria Helena Viegas da Cunha Gentil
Assunto:Burnout Estudantes de Medicina Estilos de vida Saúde mental Stress
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O burnout é um síndrome psicológico muito prevalente entre os estudantes de medicina, com impacto negativo na sua performance e saúde mental. Há poucos estudos longitudinais a explorar a variação dos níveis de burnout durante um semestre e os factores que contribuem para o burnout. O objetivo deste estudo foi avaliar os níveis de burnout entre os estudantes de medicina durante o primeiro semestre e identificar as variáveis que possam explicar a variação do burnout ao longo do tempo. Método: Estudo prospetivo, longitudinal e observacional, no qual os estudantes de medicina de uma escola médica portuguesa completaram as versões portuguesas do Inventário de Burnout de Maslach – Inquérito para estudantes e Inventário de Saúde Mental-5, as versões revistas da escala de satisfação com o apoio social e o inquérito sobre o estigma e comportamentos de procura de ajuda dos estudantes de medicina com burnout, além de questões relativas a características demográficas, performance académica, apoio social, saúde mental, estilos de vida e uso de substâncias, no início (primeira fase), meio (segunda fase) e fim (terceira fase) do primeiro semestre do ano académico de 2018-19. Resultados: 108 participantes responderam nas três fases, representando a amostra emparelhada, com 28.2% de prevalência de burnout na primeira fase, subindo para 34% na segunda fase e 39.5% na terceira fase. A amostra não emparelhada consistiu em 332 respostas obtidas na terceira fase, a qual foi usada para explorar os fatores que contribuem para os níveis de burnout registados. Níveis mais elevados de burnout correlacionaram-se positivamente com pior performance académica, percepção de estigma em relação à saúde mental, consumo de calmantes e serem estudantes deslocados, mas correlacionaram-se negativamente com a existência de apoio social, atividade física, hábitos alimentares auto-percepcionados como adequados, e quantidade e qualidade auto-percepcionada de sono. Conclusão: O burnout é altamente prevalente entre estudantes de medicina, aumentando durante o semestre e sendo influenciado pelo apoio social, variáveis de estilo de vida, performance académica e percepção de estigma relacionado com a saúde mental. As escolas médicas devem promover estratégias preventivas e providenciar um apoio de saúde mental adequado.