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Mastocitomas em canídeos : estudo retrospectivo

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Resumo:Os mastocitomas são tumores comuns da pele dos cães. Estes tumores representam 16 a 21% de todos os tumores cutâneos e cerca 11-27% de todos os tumores malignos da pele. O estudo teve como objectivo avaliar as variáveis epidemiológicas, clínicas e histológicas deste tumor em canídeos, em casos analisados na FMV-UTL entre os anos de 2005 e 2010. Foram consultados todos os relatórios de análise histopatológica com diagnóstico de mastocitoma e os resultados são apresentados na forma de média ± desvio-padrão e probabilidade, tendo os valores de p<0,05 significado estatístico. Numa primeira fase do estudo foram identificados 299 mastocitomas: 271 casos de tumores solitários e os restantes 28 de tumores múltiplos. Nos tumores solitários as percentagems do grau de malignidade das lesões foram: 27,3% de grau I; 45,0% de grau II e 26,9% de grau III. Nos mastocitomas múltiplos as percentagens do grau de malignidade das lesões foram: 28,6% tumores de grau I, 35,7%de grau II, 14,3% de grau III, 7,1% de grau I e II e 14,3% de grau II e III. Numa segunda fase, estudaram-se as fichas clínicas de 98 animais com a forma solitária e de 13 com a forma múltipla. Nos 98 animais com mastocitomas solitários, os dados não evidenciaram associação entre a patologia cutânea e o grau de malignidade (p=0,810), ulceração (p=0,576), recidiva (p=0,200) e metastização (p=0,263) das lesões, assim como não se encontrou associação entre a ulceração e o grau de malignidade (p=0,303). O grau de malignidade mostrou associação com a sobrevivência dos animais atingidos (p=0,012). A recidiva tumoral surgiu em 46% dos casos e em 14% destes animais ocorreu metastização. Nos 13 animais com a forma múltipla do mastocitoma, o grau histológico não apresentou associação com a inflamação cutânea (p=1,000) e apenas 3 (23,08%) animais morreram em consequência do mastocitoma múltiplo. Os resultados deste estudo sugerem não haver associação entre a inflamação cutânea e a ocorrência de mastocitoma. Não foi possível estabelecer associação entre o grau de malignidade e as outras variáveis em estudo, em ambas as formas tumorais. Neste estudo, os mastocitomas múltiplos apresentaram um baixo número de casos de recidiva, metastização e morte devida ao tumor o que indicia o baixo potencial maligno destes tumores
Autores principais:Navega, Patrícia Raquel da Silva
Assunto:Cão Mastocitoma Oncologia Tumores de pele Estudo retrospectivo Dog Mast cell tumor Oncology Skin tumors Retrospective study
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:trabalho de fim de curso
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os mastocitomas são tumores comuns da pele dos cães. Estes tumores representam 16 a 21% de todos os tumores cutâneos e cerca 11-27% de todos os tumores malignos da pele. O estudo teve como objectivo avaliar as variáveis epidemiológicas, clínicas e histológicas deste tumor em canídeos, em casos analisados na FMV-UTL entre os anos de 2005 e 2010. Foram consultados todos os relatórios de análise histopatológica com diagnóstico de mastocitoma e os resultados são apresentados na forma de média ± desvio-padrão e probabilidade, tendo os valores de p<0,05 significado estatístico. Numa primeira fase do estudo foram identificados 299 mastocitomas: 271 casos de tumores solitários e os restantes 28 de tumores múltiplos. Nos tumores solitários as percentagems do grau de malignidade das lesões foram: 27,3% de grau I; 45,0% de grau II e 26,9% de grau III. Nos mastocitomas múltiplos as percentagens do grau de malignidade das lesões foram: 28,6% tumores de grau I, 35,7%de grau II, 14,3% de grau III, 7,1% de grau I e II e 14,3% de grau II e III. Numa segunda fase, estudaram-se as fichas clínicas de 98 animais com a forma solitária e de 13 com a forma múltipla. Nos 98 animais com mastocitomas solitários, os dados não evidenciaram associação entre a patologia cutânea e o grau de malignidade (p=0,810), ulceração (p=0,576), recidiva (p=0,200) e metastização (p=0,263) das lesões, assim como não se encontrou associação entre a ulceração e o grau de malignidade (p=0,303). O grau de malignidade mostrou associação com a sobrevivência dos animais atingidos (p=0,012). A recidiva tumoral surgiu em 46% dos casos e em 14% destes animais ocorreu metastização. Nos 13 animais com a forma múltipla do mastocitoma, o grau histológico não apresentou associação com a inflamação cutânea (p=1,000) e apenas 3 (23,08%) animais morreram em consequência do mastocitoma múltiplo. Os resultados deste estudo sugerem não haver associação entre a inflamação cutânea e a ocorrência de mastocitoma. Não foi possível estabelecer associação entre o grau de malignidade e as outras variáveis em estudo, em ambas as formas tumorais. Neste estudo, os mastocitomas múltiplos apresentaram um baixo número de casos de recidiva, metastização e morte devida ao tumor o que indicia o baixo potencial maligno destes tumores