Publicação
Empresas de Seguros Portuguesas : Análise do Risco de Liquidez nas Carteiras de Investimentos
| Resumo: | O regime de Solvência II introduz uma visão holística e integrada dos riscos, considerando todas as particularidades que podem afectar a estabilidade financeira das Empresas de Seguros, e consequentemente, a capacidade para assegurar o cumprimento das responsabilidades assumidas para com os tomadores de seguros. O risco de liquidez é relevado apenas enquanto requisito qualitativo ao nível do Pilar II, estando enquadrado no âmbito do processo de auto-avaliação do risco e solvência (ORSA) e do processo de revisão de supervisão (SRP). A recente crise financeira demonstrou a necessidade de uma revisão nos pressupostos assumidos sobre determinados riscos, onde se inclui o risco de liquidez, visando uma melhoria na calibragem da fórmula de cálculo do requisito de capital de solvência. O presente estudo, numa primeira fase, mensura quantitativamente o risco de liquidez das carteiras de activos das Empresa de Seguros supervisionadas pelo Instituto de Seguros de Portugal, e demonstra que este risco é uma componente relevante no risco de mercado. Consequentemente, entende-se que deveria ser ponderada a absorção deste risco ao nível do Pilar I, como requisito quantitativo de capital inerente ao risco de mercado, incluindo-o na fórmula de cálculo deste risco. Numa segunda fase, estudou-se os determinantes do risco de liquidez da carteira obrigacionista analisada, tendo-se concluído que quanto maior a maturidade, a volatilidade, a exposição ao sector financeiro, à dívida subordinada e a produtos estruturados maior será o risco de liquidez. Ao invés, verificou-se que uma notação de rating melhor e um valor do cupão superior mitigam o risco de liquidez. |
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| Autores principais: | Sousa, Hugo Miguel Jesus Veiga de |
| Assunto: | Risco de Liquidez Risco de Mercado Solvência II Seguradoras Liquidity Risk Market Risk Solvency II Insurance Undertakings |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O regime de Solvência II introduz uma visão holística e integrada dos riscos, considerando todas as particularidades que podem afectar a estabilidade financeira das Empresas de Seguros, e consequentemente, a capacidade para assegurar o cumprimento das responsabilidades assumidas para com os tomadores de seguros. O risco de liquidez é relevado apenas enquanto requisito qualitativo ao nível do Pilar II, estando enquadrado no âmbito do processo de auto-avaliação do risco e solvência (ORSA) e do processo de revisão de supervisão (SRP). A recente crise financeira demonstrou a necessidade de uma revisão nos pressupostos assumidos sobre determinados riscos, onde se inclui o risco de liquidez, visando uma melhoria na calibragem da fórmula de cálculo do requisito de capital de solvência. O presente estudo, numa primeira fase, mensura quantitativamente o risco de liquidez das carteiras de activos das Empresa de Seguros supervisionadas pelo Instituto de Seguros de Portugal, e demonstra que este risco é uma componente relevante no risco de mercado. Consequentemente, entende-se que deveria ser ponderada a absorção deste risco ao nível do Pilar I, como requisito quantitativo de capital inerente ao risco de mercado, incluindo-o na fórmula de cálculo deste risco. Numa segunda fase, estudou-se os determinantes do risco de liquidez da carteira obrigacionista analisada, tendo-se concluído que quanto maior a maturidade, a volatilidade, a exposição ao sector financeiro, à dívida subordinada e a produtos estruturados maior será o risco de liquidez. Ao invés, verificou-se que uma notação de rating melhor e um valor do cupão superior mitigam o risco de liquidez. |
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