Publicação
Avaliação laboratorial e clínica do desempenho dos adesivos universais
| Resumo: | Objetivo: Comparar as forças de adesão utilizando o teste de microtração (μTBS) em dentina e em esmalte, a permeabilidade dentinária e a nanoinfiltração de quatro adesivos universais nas técnicas self-etch (SE) e etch-and-rinse (ER). Avaliar o desempenho clínico a 6 meses do Adhese Universal (ADH) em lesões cervicais não cariosas utilizando as técnicas SE e ER. Métodos: Para a μTBS, a permeabilidade dentinária e a nanoinfiltração, os espécimes foram aleatoriamente distribuídos por 8 grupos de acordo com os adesivos utilizados: Scotchbond Universal [ER vs. SE]; Optibond XTR [ER vs. SE]; Clearfil Universal Bond Quick [ER vs. SE]; e ADH [ER vs. SE]. As diferenças nas falhas pré-teste, forças de adesão e fraturas foram analisadas com ANOVA bidirecional. Para a permeabilidade utilizou-se ANOVA unidirecional. No estudo clínico, foram efetuadas 117 restaurações distribuídas por 2 grupos (ER e SE), e avaliadas em dois momentos (baseline e 6 meses) utilizando os critérios FDI. Os resultados foram analisados com teste de McNemar. Resultados: Na dentina, a média de μTBS é estatisticamente diferente entre os adesivos (p=0,0295), mas não entre técnicas de aplicação (p=0,5701). No esmalte, a média de μTBS é diferente entre os adesivos (p=0,0019) e entre técnicas (p<0,0001). A redução da permeabilidade é significante entre adesivos (p=0,029) mas não entre técnicas (p=0,1980). Todos os grupos mostraram nanoinfiltração. Na técnica etch-and-rinse foram perdidas 9 restaurações enquanto na técnica self-etch nenhuma foi perdida. A técnica self-etch também obteve melhores resultados na adaptação marginal (p= 0,0016). Conclusão: Na dentina, a adesão não é afetada quando o adesivo é aplicado na técnica self-etch ou etch-and-rinse. No esmalte, a eficácia da adesão varia com o adesivo, mas a maioria apresentou melhores resultados na técnica etch-and-rinse. Ambas as técnicas parecem equivalentes na redução da permeabilidade e da nanoinfiltração. O ADH obteve melhores resultados na técnica SE do que ER. |
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| Autores principais: | Cruz, Joana Margarida Marques da Silva |
| Assunto: | Adesivos universais self-etch etch-and-rinse estudos laboratoriais estudos clínicos Universal adhesives self-etch etch-and-rinse laboratory studies clinical trial |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Objetivo: Comparar as forças de adesão utilizando o teste de microtração (μTBS) em dentina e em esmalte, a permeabilidade dentinária e a nanoinfiltração de quatro adesivos universais nas técnicas self-etch (SE) e etch-and-rinse (ER). Avaliar o desempenho clínico a 6 meses do Adhese Universal (ADH) em lesões cervicais não cariosas utilizando as técnicas SE e ER. Métodos: Para a μTBS, a permeabilidade dentinária e a nanoinfiltração, os espécimes foram aleatoriamente distribuídos por 8 grupos de acordo com os adesivos utilizados: Scotchbond Universal [ER vs. SE]; Optibond XTR [ER vs. SE]; Clearfil Universal Bond Quick [ER vs. SE]; e ADH [ER vs. SE]. As diferenças nas falhas pré-teste, forças de adesão e fraturas foram analisadas com ANOVA bidirecional. Para a permeabilidade utilizou-se ANOVA unidirecional. No estudo clínico, foram efetuadas 117 restaurações distribuídas por 2 grupos (ER e SE), e avaliadas em dois momentos (baseline e 6 meses) utilizando os critérios FDI. Os resultados foram analisados com teste de McNemar. Resultados: Na dentina, a média de μTBS é estatisticamente diferente entre os adesivos (p=0,0295), mas não entre técnicas de aplicação (p=0,5701). No esmalte, a média de μTBS é diferente entre os adesivos (p=0,0019) e entre técnicas (p<0,0001). A redução da permeabilidade é significante entre adesivos (p=0,029) mas não entre técnicas (p=0,1980). Todos os grupos mostraram nanoinfiltração. Na técnica etch-and-rinse foram perdidas 9 restaurações enquanto na técnica self-etch nenhuma foi perdida. A técnica self-etch também obteve melhores resultados na adaptação marginal (p= 0,0016). Conclusão: Na dentina, a adesão não é afetada quando o adesivo é aplicado na técnica self-etch ou etch-and-rinse. No esmalte, a eficácia da adesão varia com o adesivo, mas a maioria apresentou melhores resultados na técnica etch-and-rinse. Ambas as técnicas parecem equivalentes na redução da permeabilidade e da nanoinfiltração. O ADH obteve melhores resultados na técnica SE do que ER. |
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