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Cigarros,tabaco e nicotina: factores biocomportamentais associados ao tabagismo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introducao. Nos paises industrializados o tabagismo constitui o principal risco evitavel de morbilidade e morte prematura, estimando-se que em Portugal 19,5% da populacao fume. Assim, e fundamental realizar investigacoes sobre os factores psicossociais na dependencia de cigarros. Objectivos. O primeiro estudo, avalia as qualidades metricas dos instrumentos de relato pessoal utilizados. O segundo estudo, investiga a associacao entre o habito tabagico, o perfil emocional e o perfil tabagico, numa amostra da populacao geralportuguesa. Participantes. Constituiram-se cinco amostras nao probabilisticas da populacao geral portuguesa, residentes no Distrito de Lisboa. Os dados foram recolhidos em postos de medicina laboral, na Universidade Lusofona e na comunidade, neste caso atraves do metodo bola de neve . A amostra total contou com 762 participantes, 305 homens e 457 mulheres. As idades oscilaram entre os 17 e os 73 anos (M = 33,4; DP= 12,2). Instrumentos. Entrevista para Avaliacao do Habito Tabagico (EAHT), perfilemocional e perfil tabagico. Conclusoes. Tendo em conta a estratificacao por sexo e habito tabagico, (1) registaram-se diferencas na EAHT, particularmente na carga tabagica, no simbolismo associado ao tabagismo, no perfil de inalacao, na percepcao de risco, nas tentativas para deixar de fumar, na historia de tabagismo familiar, no relato de doencas e no consumo de bebidas estimulantes. (2) A afectividade negativa contribuiu pouco para explicar a evolucao dos habitos tabagicos. (3) Os homens fumadores apresentam maior nivel de dependencia fisica, enquanto as mulheres revelam maior dependência emocional. O habito tabagico desencadeia reaccoes de dissonancia cognitiva e ambivalencia emocional, especialmente duradouras e importantes nas mulheres. O sentimento de competencia pessoal para nao fumar aumenta ao longo do tempo de abstinencia. (4) E possivel reproduzir o modelo transteorico em diversos aspectos, particularmente os constructos sobre a auto-eficacia e os processos de mudanca, apesar das dificuldades em operacionalizar algumas medidas e previsoes.
Autores principais:Trigo, Miguel, 1970-
Assunto:Tabagismo Teses de doutoramento
Ano:2007
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introducao. Nos paises industrializados o tabagismo constitui o principal risco evitavel de morbilidade e morte prematura, estimando-se que em Portugal 19,5% da populacao fume. Assim, e fundamental realizar investigacoes sobre os factores psicossociais na dependencia de cigarros. Objectivos. O primeiro estudo, avalia as qualidades metricas dos instrumentos de relato pessoal utilizados. O segundo estudo, investiga a associacao entre o habito tabagico, o perfil emocional e o perfil tabagico, numa amostra da populacao geralportuguesa. Participantes. Constituiram-se cinco amostras nao probabilisticas da populacao geral portuguesa, residentes no Distrito de Lisboa. Os dados foram recolhidos em postos de medicina laboral, na Universidade Lusofona e na comunidade, neste caso atraves do metodo bola de neve . A amostra total contou com 762 participantes, 305 homens e 457 mulheres. As idades oscilaram entre os 17 e os 73 anos (M = 33,4; DP= 12,2). Instrumentos. Entrevista para Avaliacao do Habito Tabagico (EAHT), perfilemocional e perfil tabagico. Conclusoes. Tendo em conta a estratificacao por sexo e habito tabagico, (1) registaram-se diferencas na EAHT, particularmente na carga tabagica, no simbolismo associado ao tabagismo, no perfil de inalacao, na percepcao de risco, nas tentativas para deixar de fumar, na historia de tabagismo familiar, no relato de doencas e no consumo de bebidas estimulantes. (2) A afectividade negativa contribuiu pouco para explicar a evolucao dos habitos tabagicos. (3) Os homens fumadores apresentam maior nivel de dependencia fisica, enquanto as mulheres revelam maior dependência emocional. O habito tabagico desencadeia reaccoes de dissonancia cognitiva e ambivalencia emocional, especialmente duradouras e importantes nas mulheres. O sentimento de competencia pessoal para nao fumar aumenta ao longo do tempo de abstinencia. (4) E possivel reproduzir o modelo transteorico em diversos aspectos, particularmente os constructos sobre a auto-eficacia e os processos de mudanca, apesar das dificuldades em operacionalizar algumas medidas e previsoes.