Publicação
Evaluation of scaffolds for local antibiotic delivery to the bone
| Resumo: | O osso é um tecido conjuntivo heterogéneo que apresenta uma estrutura mineralizada e complexa que promove o suporte estrutural do corpo humano. Nas últimas décadas muitas tecnologias ortopédicas e biomateriais têm vindo a ser desenvolvidos na tentativa de dar resposta ao aumento das doenças ósseas nomeadamente, as infeções e defeitos ósseos resultantes de diferentes etiologias como trauma, osteoartrose, osteoporose, doenças oncológicas, etc. Os enxertos ósseos têm surgido como uma estratégia para resolver algumas destas situações. Neste contexto, os scaffolds ósseos tridimensionais têm sido desenvolvidos com o objetivo de fornecer uma estrutura semelhante à do osso assim como permitir a adesão, proliferação, diferenciação e migração celular. Paralelamente, diferentes scaffolds vêm sendo estudados como sistemas de libertação de antibióticos com o intuito de permitirem uma libertação controlada do fármaco de forma a tratar o defeito ósseo, bem como prevenir e tratar infeções. Assim, diferentes antibióticos (em associação ou não) são incorporados em diferentes tipos de scaffolds obtidos por diferentes métodos de produção (convencionais ou avançados). Ensaios in vitro e in vivo têm sido realizados para avaliar os scaffolds produzidos. Em relação aos ensaios in vitro, a duração e perfil de libertação do fármaco assim como a atividade antimicrobiana têm sido estudadas. A duração da libertação do fármaco é variada consoante os scaffolds estudados. A maioria dos scaffolds estudados apresenta um perfil de libertação caracterizado por uma libertação inicial rápida seguida de uma libertação controlada. Os scaffolds apresentaram atividade antimicrobiana tendo esta sido avaliada contra os microorganismos mais frequentemente associados às infeções óesseas como Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis e Escherichia coli. Além disso, ensaios de citocompatibilidade são realizados com a finalidade de confirmar a ausência de toxicidade aguda e crónica não apenas in vitro, mas também in vivo. De forma geral, os resultados destes ensaios não apresentaram efeitos de citotoxicidade, demonstrando adesão, proliferação e até mesmo diferenciação celular. Relativamente aos ensaios in vivo, os scaffolds estudados apresentam resultados semelhantes aos obtidos com outros scaffolds nos ensaios in vitro. É necessário desenvolver mais estudos in vitro e in vivo para obter uma harmonização da avaliação dos scaffolds. Quanto aos estudos in vivo, realizados em animais devem ser posteriormente validados por ensaios clínicos. |
|---|---|
| Autores principais: | Henriques, Margarida da Silveira |
| Assunto: | Infeção óssea Scaffold Antibiótico Libertação localizada Mestrado integrado - 2020 |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O osso é um tecido conjuntivo heterogéneo que apresenta uma estrutura mineralizada e complexa que promove o suporte estrutural do corpo humano. Nas últimas décadas muitas tecnologias ortopédicas e biomateriais têm vindo a ser desenvolvidos na tentativa de dar resposta ao aumento das doenças ósseas nomeadamente, as infeções e defeitos ósseos resultantes de diferentes etiologias como trauma, osteoartrose, osteoporose, doenças oncológicas, etc. Os enxertos ósseos têm surgido como uma estratégia para resolver algumas destas situações. Neste contexto, os scaffolds ósseos tridimensionais têm sido desenvolvidos com o objetivo de fornecer uma estrutura semelhante à do osso assim como permitir a adesão, proliferação, diferenciação e migração celular. Paralelamente, diferentes scaffolds vêm sendo estudados como sistemas de libertação de antibióticos com o intuito de permitirem uma libertação controlada do fármaco de forma a tratar o defeito ósseo, bem como prevenir e tratar infeções. Assim, diferentes antibióticos (em associação ou não) são incorporados em diferentes tipos de scaffolds obtidos por diferentes métodos de produção (convencionais ou avançados). Ensaios in vitro e in vivo têm sido realizados para avaliar os scaffolds produzidos. Em relação aos ensaios in vitro, a duração e perfil de libertação do fármaco assim como a atividade antimicrobiana têm sido estudadas. A duração da libertação do fármaco é variada consoante os scaffolds estudados. A maioria dos scaffolds estudados apresenta um perfil de libertação caracterizado por uma libertação inicial rápida seguida de uma libertação controlada. Os scaffolds apresentaram atividade antimicrobiana tendo esta sido avaliada contra os microorganismos mais frequentemente associados às infeções óesseas como Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis e Escherichia coli. Além disso, ensaios de citocompatibilidade são realizados com a finalidade de confirmar a ausência de toxicidade aguda e crónica não apenas in vitro, mas também in vivo. De forma geral, os resultados destes ensaios não apresentaram efeitos de citotoxicidade, demonstrando adesão, proliferação e até mesmo diferenciação celular. Relativamente aos ensaios in vivo, os scaffolds estudados apresentam resultados semelhantes aos obtidos com outros scaffolds nos ensaios in vitro. É necessário desenvolver mais estudos in vitro e in vivo para obter uma harmonização da avaliação dos scaffolds. Quanto aos estudos in vivo, realizados em animais devem ser posteriormente validados por ensaios clínicos. |
|---|