Publicação
Raciocínio geométrico dos alunos do 7º ano em tarefas de exploração na unidade Quadriláteros
| Resumo: | O presente trabalho de cariz investigativo insere-se no âmbito da Geometria, tópico matemático de inquestionável importância na matemática escolar. Com este estudo pretendo descrever o raciocínio geométrico dos alunos de uma turma de 7.º ano de escolaridade, da Escola EB 2,3 de Fernando Pessoa, no subtópico “Quadriláteros”, recorrendo a tarefas de exploração. De acordo com o objetivo do estudo e por forma a focar os seus pontos principais, formulei as seguintes subquestões: a) Que tipo de definições usam preferencialmente os alunos? A que tipo de classificações recorrem? Que dificuldades evidenciam? b) Como é que os alunos formulam as suas conjeturas? Qual o papel da dimensão visual nesse processo? Que dificuldades evidenciam? A metodologia segue um paradigma interpretativo e uma abordagem qualitativa. Para a recolha de dados foram utilizados diferentes instrumentos: observação de aulas (acompanhada de registo áudio), recolha das produções dos alunos resultantes da realização de tarefas de exploração, e entrevistas aos pares de alunos selecionados. Todos os alunos estiveram assim envolvidos nas tarefas propostas, no entanto para uma análise mais aprofundada selecionaram-se dois pares de alunos. Os resultados obtidos revelam que os alunos construíram essencialmente definições não económicas dos quadriláteros, demonstrando que têm alguma dificuldade em discernir propriedades essenciais e não essenciais. Além disso, foi notável a influência das representações visuais na identificação e classificação dos quadriláteros, e denotou-se uma preferência pela utilização da classificação por partição em detrimento da classificação hierárquica. Todavia, com a aprendizagem dos quadriláteros, os alunos passaram a identificar as suas propriedades e a estabelecer relações entre elas. Conclui-se também que para o processo de conjeturar, os alunos basearam-se na observação e manipulação de materiais, tendo a visualização assumido também um papel muito importante. |
|---|---|
| Autores principais: | Guimarães, Helena da Costa, 1984- |
| Assunto: | Raciocínio matemático Classificação hierárquica Geometria Relatórios da prática de ensino supervisionada - 2015 |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O presente trabalho de cariz investigativo insere-se no âmbito da Geometria, tópico matemático de inquestionável importância na matemática escolar. Com este estudo pretendo descrever o raciocínio geométrico dos alunos de uma turma de 7.º ano de escolaridade, da Escola EB 2,3 de Fernando Pessoa, no subtópico “Quadriláteros”, recorrendo a tarefas de exploração. De acordo com o objetivo do estudo e por forma a focar os seus pontos principais, formulei as seguintes subquestões: a) Que tipo de definições usam preferencialmente os alunos? A que tipo de classificações recorrem? Que dificuldades evidenciam? b) Como é que os alunos formulam as suas conjeturas? Qual o papel da dimensão visual nesse processo? Que dificuldades evidenciam? A metodologia segue um paradigma interpretativo e uma abordagem qualitativa. Para a recolha de dados foram utilizados diferentes instrumentos: observação de aulas (acompanhada de registo áudio), recolha das produções dos alunos resultantes da realização de tarefas de exploração, e entrevistas aos pares de alunos selecionados. Todos os alunos estiveram assim envolvidos nas tarefas propostas, no entanto para uma análise mais aprofundada selecionaram-se dois pares de alunos. Os resultados obtidos revelam que os alunos construíram essencialmente definições não económicas dos quadriláteros, demonstrando que têm alguma dificuldade em discernir propriedades essenciais e não essenciais. Além disso, foi notável a influência das representações visuais na identificação e classificação dos quadriláteros, e denotou-se uma preferência pela utilização da classificação por partição em detrimento da classificação hierárquica. Todavia, com a aprendizagem dos quadriláteros, os alunos passaram a identificar as suas propriedades e a estabelecer relações entre elas. Conclui-se também que para o processo de conjeturar, os alunos basearam-se na observação e manipulação de materiais, tendo a visualização assumido também um papel muito importante. |
|---|