Publicação
Os trabalhos de casa na escola do 1º ciclo da Luz : estudo de caso
| Resumo: | Centra-se este trabalho no estudo da problemática dos trabalhos para casa, vulgo TPC. Como o próprio nome indica, em principio fazem-se fora da aula, mas são aí preparados e controlados e é suposto que prolonguem o trabalho feito na escola. Eles não são coisas sem importância, pesam na vida de quem lida com eles: alunos, pais, professores e outros agentes educativos. No âmbito do desenvolvimento e gestão curricular, a recente reforma legislativa permite aos docentes uma gestão mais autónoma, com práticas curriculares mais flexíveis; ao mesmo tempo que abre caminho aos pais para participarem na gestão da escola e no processo de avaliação. A alteração das práticas curriculares, para além de outros factores, pressupõe uma mudança de atitude alicerçada numa cultura curricular entre parceiros do acto educativo, tendo em conta a diversidade sociocultural que fervilha na escola. Neste sentido, sustenta-se a necessidade de (re)definir práticas de (des)envolvimento e gestão curricular que visem a eficácia educativa a públicos muito diferenciados. Uma das práticas educativas a que o professor recorre, são os TPC. Há, como se sabe, posições extremadas, pois há quem veja neles uma tortura e há quem veja neles uma forma de prevenir o insucesso. Não existe consenso acerca do seu valor pedagógico. Os diversos actores sociais não representam uma frente unida e digladiam -se numa arena de interesses, nem sempre os mais nobres. A crescente divergência de opiniões e a diferença de receptividade por parte dos actores envolvidos no processo dos TPC, suscitou em nós o desejo de conhecer, perceber e aprofundar este assunto. Se, do ponto de vista teórico, parece reunir algum consenso a ideia de que os TPC contribuem para a melhoria das aprendizagens, nem por isso deixam de ser um “imbróglio” por serem entendidos como uma prática enraizada na escola tradicional, com abuso de carga horária e promotores de injustiças sociais. Assim, como acontece com quase tudo o que se relaciona com o ensino e a educação, os “famosos” TPC passaram a ser alvo de muita contestação. Parece-nos, pois, necessário que a escola repense esta prática curricular que se mantém cativa das necessidades sociais do séc.XIX Neste estudo tentamos entender em que consistem na prática os T P C . quem são os actores sociais envolvidos e como os encaram . Para tal, conduzimos a pesquisa numa escola pública do 1° ciclo, situada no noroeste do Distrito de Santarém. Estamos, pois, perante um estudo de caso. |
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| Autores principais: | Henriques, Maria Eulália de Faria, 1954- |
| Assunto: | Teses de mestrado - 2005 Desenvolvimento curricular Trabalhos de casa Família - comunidade Ensino básico (1º ciclo) |
| Ano: | 2005 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Centra-se este trabalho no estudo da problemática dos trabalhos para casa, vulgo TPC. Como o próprio nome indica, em principio fazem-se fora da aula, mas são aí preparados e controlados e é suposto que prolonguem o trabalho feito na escola. Eles não são coisas sem importância, pesam na vida de quem lida com eles: alunos, pais, professores e outros agentes educativos. No âmbito do desenvolvimento e gestão curricular, a recente reforma legislativa permite aos docentes uma gestão mais autónoma, com práticas curriculares mais flexíveis; ao mesmo tempo que abre caminho aos pais para participarem na gestão da escola e no processo de avaliação. A alteração das práticas curriculares, para além de outros factores, pressupõe uma mudança de atitude alicerçada numa cultura curricular entre parceiros do acto educativo, tendo em conta a diversidade sociocultural que fervilha na escola. Neste sentido, sustenta-se a necessidade de (re)definir práticas de (des)envolvimento e gestão curricular que visem a eficácia educativa a públicos muito diferenciados. Uma das práticas educativas a que o professor recorre, são os TPC. Há, como se sabe, posições extremadas, pois há quem veja neles uma tortura e há quem veja neles uma forma de prevenir o insucesso. Não existe consenso acerca do seu valor pedagógico. Os diversos actores sociais não representam uma frente unida e digladiam -se numa arena de interesses, nem sempre os mais nobres. A crescente divergência de opiniões e a diferença de receptividade por parte dos actores envolvidos no processo dos TPC, suscitou em nós o desejo de conhecer, perceber e aprofundar este assunto. Se, do ponto de vista teórico, parece reunir algum consenso a ideia de que os TPC contribuem para a melhoria das aprendizagens, nem por isso deixam de ser um “imbróglio” por serem entendidos como uma prática enraizada na escola tradicional, com abuso de carga horária e promotores de injustiças sociais. Assim, como acontece com quase tudo o que se relaciona com o ensino e a educação, os “famosos” TPC passaram a ser alvo de muita contestação. Parece-nos, pois, necessário que a escola repense esta prática curricular que se mantém cativa das necessidades sociais do séc.XIX Neste estudo tentamos entender em que consistem na prática os T P C . quem são os actores sociais envolvidos e como os encaram . Para tal, conduzimos a pesquisa numa escola pública do 1° ciclo, situada no noroeste do Distrito de Santarém. Estamos, pois, perante um estudo de caso. |
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