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O expectation gap e a independência em auditoria

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A elaboração deste Trabalho Final de Mestrado procurou estudar a aparência de independência dos auditores em contexto nacional. Para o efeito foram inquiridos três grupos de profissionais do setor financeiro. A independência dos auditores é tida como um pilar fundamental para o correto exercício da função de auditoria, fiscalização e controlo da gestão, bem como na transmissão de informação fidedigna e objetiva aos diversos stakeholders. Partindo desta ideia, de acordo com a literatura, foi-nos possível categorizar cinco ameaças à independência dos auditores e, através delas, perceber quais são os fatores que mais contribuem para que a perceção do desempenho objetivo da função seja questionado. Para o efeito foi difundido um questionário do qual obtivemos 320 respostas. As respostas obtidas foram alvo de análise através da ferramenta de software IBM SPSS, Statistical Package for the Social Sciences. De acordo com os resultados obtidos foi-nos possível concluir que existe consenso nos grupos inquiridos de que, os destinatários das informações financeiras não consentem com relações de familiaridade entre auditores e titulares de cargos de elevada importância na empresa auditada, especialmente quando daí emirjam relações e interesses pessoais, colocando em risco a imparcialidade, a qualidade da informação disponibilizada e, em último caso, pressões e intimações. Mais, é consensual entre os grupos que a prestação simultânea de serviços de auditoria e consultoria leva a que se questione a aparência de independência, especialmente quando o relevo dos honorários recebidos pela auditoria é menor do que os de consultoria.
Autores principais:Menezes, Joana Condesso e
Assunto:auditoria independência dos auditores aparência de independência expectation gap audit auditor independence appearance of independence
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A elaboração deste Trabalho Final de Mestrado procurou estudar a aparência de independência dos auditores em contexto nacional. Para o efeito foram inquiridos três grupos de profissionais do setor financeiro. A independência dos auditores é tida como um pilar fundamental para o correto exercício da função de auditoria, fiscalização e controlo da gestão, bem como na transmissão de informação fidedigna e objetiva aos diversos stakeholders. Partindo desta ideia, de acordo com a literatura, foi-nos possível categorizar cinco ameaças à independência dos auditores e, através delas, perceber quais são os fatores que mais contribuem para que a perceção do desempenho objetivo da função seja questionado. Para o efeito foi difundido um questionário do qual obtivemos 320 respostas. As respostas obtidas foram alvo de análise através da ferramenta de software IBM SPSS, Statistical Package for the Social Sciences. De acordo com os resultados obtidos foi-nos possível concluir que existe consenso nos grupos inquiridos de que, os destinatários das informações financeiras não consentem com relações de familiaridade entre auditores e titulares de cargos de elevada importância na empresa auditada, especialmente quando daí emirjam relações e interesses pessoais, colocando em risco a imparcialidade, a qualidade da informação disponibilizada e, em último caso, pressões e intimações. Mais, é consensual entre os grupos que a prestação simultânea de serviços de auditoria e consultoria leva a que se questione a aparência de independência, especialmente quando o relevo dos honorários recebidos pela auditoria é menor do que os de consultoria.