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O papel das lideranças escolares na gestão do stress dos professores, no quadro do novo regime de avaliação na região autónoma da Madeira

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A crise económica, mais as mudanças em curso na educação, têm contribuído para sobrecarregar os professores, diminuindo a capacidade de integração de inovações. A questão da avaliação, recentemente lançado a nível regional, colocará sobre pressão os professores regionais depois de décadas de relativa estabilidade. Neste contexto, a presença de lideranças capazes de oferecer uma “bolha de conforto” num contexto agressivo volta a estar na ribalta. Esta tese incide sobre estas questões, a saber, avaliação, liderança, clima organizacional e fontes de stress. O modelo teórico desenvolvido nesta tese comporta os elementos teóricos referidos atrás e com base no tratamento estatístico uma amostra de 330 inquéritos permite concluir que embora a maioria não conteste a necessidade de serem avaliados, o mesmo não pode ser dito relativamente à satisfação com o processo e o grau de fairness do mesmo. Conclui-se ainda que as lideranças são vistas positivamente, embora pareça alheada do processo de avaliação. O maior perigo para os professores reside, não na avaliação propriamente dita, mas nas eventuais consequências em termos da deterioração do clima de trabalho, na relação com os pares e na afirmação de uma cultura de competição e performance. Os aspetos mais sumativos da avaliação são rejeitados pela maioria que prefere uma versão mais soft baseada em aspetos formativos.
Autores principais:Almeida, Carla Isabel Cardoso da Silva Serra Martins de
Assunto:Avaliação Liderança Clima organizacional Stress Estratégias de coping Região Autónoma da Madeira Evaluation Leadership Organizational climate Stress Coping strategies Autonomous Regions of Madeira
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A crise económica, mais as mudanças em curso na educação, têm contribuído para sobrecarregar os professores, diminuindo a capacidade de integração de inovações. A questão da avaliação, recentemente lançado a nível regional, colocará sobre pressão os professores regionais depois de décadas de relativa estabilidade. Neste contexto, a presença de lideranças capazes de oferecer uma “bolha de conforto” num contexto agressivo volta a estar na ribalta. Esta tese incide sobre estas questões, a saber, avaliação, liderança, clima organizacional e fontes de stress. O modelo teórico desenvolvido nesta tese comporta os elementos teóricos referidos atrás e com base no tratamento estatístico uma amostra de 330 inquéritos permite concluir que embora a maioria não conteste a necessidade de serem avaliados, o mesmo não pode ser dito relativamente à satisfação com o processo e o grau de fairness do mesmo. Conclui-se ainda que as lideranças são vistas positivamente, embora pareça alheada do processo de avaliação. O maior perigo para os professores reside, não na avaliação propriamente dita, mas nas eventuais consequências em termos da deterioração do clima de trabalho, na relação com os pares e na afirmação de uma cultura de competição e performance. Os aspetos mais sumativos da avaliação são rejeitados pela maioria que prefere uma versão mais soft baseada em aspetos formativos.