Publicação
Clinical outcomes of surgical treatment of cervical fracture in elderly patients
| Resumo: | CONTEXTO: Devido ao envelhecimento populacional, as fraturas da coluna cervical estão a tornar-se mais prevalentes. Tendo em conta o seu prognóstico sombrio, elas representam um grande desafio tanto para os doentes quanto para os sistemas de saúde. A cirurgia é frequentemente realizada, embora as complicações tendam a aumentar com a idade. OBJETIVOS: Avaliar as complicações e a mortalidade associadas às fraturas da coluna cervical em idosos e definir potenciais fatores de risco relacionados com o mau prognóstico. MÉTODOS: Um estudo retrospetivo foi desenhado para analisar os doentes com mais de 65 anos admitidos com fratura cervical e tratados cirurgicamente de 2007 a 2020. Os dados clínicos foram coletados dos processos dos doentes. As fraturas foram classificadas em axiais e subaxiais, e cirurgia precoce se antes de 72 h. Complicações, tempo total de internamento e na UCI e mortalidade a um ano foram registados. Os dados foram agregados numa base de dados no Microsoft Excel e o SPSS IBM foi usado para avaliar as variáveis relevantes sobre o desfecho e análise de sobrevida. Uma regressão logística multivariada foi realizada para avaliar os fatores preditivos de mortalidade. RESULTADOS: 65 doentes foram incluídos no estudo. A média de idades foi de 76,55 anos. As comorbidades mais prevalentes foram hipertensão (69.2%) e diabetes (32.3%). 75,4% tiveram fratura subaxial e 56,9% lesão neurológica. A cirurgia precoce ocorreu em 22 doentes (33,9%). 41 (63,1%) foram operados por via posterior. Ocorreram 52 complicações em 36 doentes (55,38% dos doentes). A mortalidade pós-operatória ao final de um ano foi de 35,19% onde o défice neurológico (Odds=7,0; P=0,007), a coluna subaxial (Odds 6,538; P=0,086); as complicações pós-operatórias (p=0,043; B=2,051) e a idade acima de 75 anos (Odds=3,250; P=0,059) foram consideradas relevantes e mostraram-se significativos num modelo preditivo (R2=0,504).CONCLUSÃO: A mortalidade no primeiro ano após uma fratura cervical em idosos pode atingir os 35% dos doentes, sendo a idade, a lesão neurológica, o nível subaxial e o número de complicações pós-operatórias fatores de risco relevantes. |
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| Autores principais: | Cruz, Carole Tiago da |
| Assunto: | Fratura da coluna cervical Idoso Morbilidade Mortalidade Tratamento cirúrgico |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | CONTEXTO: Devido ao envelhecimento populacional, as fraturas da coluna cervical estão a tornar-se mais prevalentes. Tendo em conta o seu prognóstico sombrio, elas representam um grande desafio tanto para os doentes quanto para os sistemas de saúde. A cirurgia é frequentemente realizada, embora as complicações tendam a aumentar com a idade. OBJETIVOS: Avaliar as complicações e a mortalidade associadas às fraturas da coluna cervical em idosos e definir potenciais fatores de risco relacionados com o mau prognóstico. MÉTODOS: Um estudo retrospetivo foi desenhado para analisar os doentes com mais de 65 anos admitidos com fratura cervical e tratados cirurgicamente de 2007 a 2020. Os dados clínicos foram coletados dos processos dos doentes. As fraturas foram classificadas em axiais e subaxiais, e cirurgia precoce se antes de 72 h. Complicações, tempo total de internamento e na UCI e mortalidade a um ano foram registados. Os dados foram agregados numa base de dados no Microsoft Excel e o SPSS IBM foi usado para avaliar as variáveis relevantes sobre o desfecho e análise de sobrevida. Uma regressão logística multivariada foi realizada para avaliar os fatores preditivos de mortalidade. RESULTADOS: 65 doentes foram incluídos no estudo. A média de idades foi de 76,55 anos. As comorbidades mais prevalentes foram hipertensão (69.2%) e diabetes (32.3%). 75,4% tiveram fratura subaxial e 56,9% lesão neurológica. A cirurgia precoce ocorreu em 22 doentes (33,9%). 41 (63,1%) foram operados por via posterior. Ocorreram 52 complicações em 36 doentes (55,38% dos doentes). A mortalidade pós-operatória ao final de um ano foi de 35,19% onde o défice neurológico (Odds=7,0; P=0,007), a coluna subaxial (Odds 6,538; P=0,086); as complicações pós-operatórias (p=0,043; B=2,051) e a idade acima de 75 anos (Odds=3,250; P=0,059) foram consideradas relevantes e mostraram-se significativos num modelo preditivo (R2=0,504).CONCLUSÃO: A mortalidade no primeiro ano após uma fratura cervical em idosos pode atingir os 35% dos doentes, sendo a idade, a lesão neurológica, o nível subaxial e o número de complicações pós-operatórias fatores de risco relevantes. |
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