Publicação
Immunomodulatory therapy in helminths: SARS-CoV-2 co-infection
| Resumo: | No fim de 2024, quase 5 anos depois do surto inicial, a pandemia de COVID-19 continua alvo de preocupações, particularmente em casos graves onde há uma resposta imune exacerbada, com a libertação de mediadores pro-inflamatórios como citocinas. Estas citocinas podem formar um ciclo de feedback positivo, frequentemente referido como cascata de citocinas que é responsável pelo desenvolvimento de síndrome de dificuldade respiratória aguda, associado a um mau prognóstico e inclusive morte. As infeções por helmintas continuam uma preocupação no Sul Global, onde são consideradas doenças tropicais negligenciadas com elevadas prevalências e se mantêm uma preocupação devido aos contextos socioeconómicos a que estão associadas. Estas infeções evoluem para infeções crónicas onde o parasita modula o sistema imunitário para coexistir com o hospedeiro. Nesta monografia, o objetivo foi explorar os efeitos imuno-modulatórios das infeções por helmintas e como estas podem ser benéficas ou prejudiciais para co-infeções por SARS-CoV-2. Apesar de existirem riscos associados à capacidade de o hospedeiro combater duas infeções em simultâneo, existem mais benefícios associados à imunomodulação da resposta por helmintas. A co-infeção por helmintas pode alterar a típica resposta Th1 à infeção por SARS-CoV 2 para uma resposta reguladora Th2 com foco na redução da inflamação e promoção de reparação tecidular. Nesta resposta, várias vesiculas extracelulares e outras moléculas derivadas dos helmintas são libertadas para a corrente sanguínea para ajudar o parasita a evadir a resposta imunitária, mas podem também reduzir a resposta exacerbada da cascata de citocinas associada a casos graves de COVID-19. O próximo passo será o foco na identificação de que moléculas produzidas pelos helmintas podem ser extraídas ou reproduzidas para uso em formas inovadoras de terapia imunomoduladora. Este passo é de extrema importância, dado que o uso de parasitas vivos levantas questões práticas e éticas, além de ser um fator no desenvolvimento dos riscos associados à co-infeção. |
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| Autores principais: | Sousa, Ana Rita Regueira de |
| Assunto: | SARS-CoV-2 Helminth infections Co-infection Immunomodulation Mestrado Integrado - 2024 |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | No fim de 2024, quase 5 anos depois do surto inicial, a pandemia de COVID-19 continua alvo de preocupações, particularmente em casos graves onde há uma resposta imune exacerbada, com a libertação de mediadores pro-inflamatórios como citocinas. Estas citocinas podem formar um ciclo de feedback positivo, frequentemente referido como cascata de citocinas que é responsável pelo desenvolvimento de síndrome de dificuldade respiratória aguda, associado a um mau prognóstico e inclusive morte. As infeções por helmintas continuam uma preocupação no Sul Global, onde são consideradas doenças tropicais negligenciadas com elevadas prevalências e se mantêm uma preocupação devido aos contextos socioeconómicos a que estão associadas. Estas infeções evoluem para infeções crónicas onde o parasita modula o sistema imunitário para coexistir com o hospedeiro. Nesta monografia, o objetivo foi explorar os efeitos imuno-modulatórios das infeções por helmintas e como estas podem ser benéficas ou prejudiciais para co-infeções por SARS-CoV-2. Apesar de existirem riscos associados à capacidade de o hospedeiro combater duas infeções em simultâneo, existem mais benefícios associados à imunomodulação da resposta por helmintas. A co-infeção por helmintas pode alterar a típica resposta Th1 à infeção por SARS-CoV 2 para uma resposta reguladora Th2 com foco na redução da inflamação e promoção de reparação tecidular. Nesta resposta, várias vesiculas extracelulares e outras moléculas derivadas dos helmintas são libertadas para a corrente sanguínea para ajudar o parasita a evadir a resposta imunitária, mas podem também reduzir a resposta exacerbada da cascata de citocinas associada a casos graves de COVID-19. O próximo passo será o foco na identificação de que moléculas produzidas pelos helmintas podem ser extraídas ou reproduzidas para uso em formas inovadoras de terapia imunomoduladora. Este passo é de extrema importância, dado que o uso de parasitas vivos levantas questões práticas e éticas, além de ser um fator no desenvolvimento dos riscos associados à co-infeção. |
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