Publicação
O gânglio sentinela : passado, presente e futuro : artigo de revisão
| Resumo: | Historicamente, a descoberta da biópsia do gânglio sentinela (GS) é atribuída a Morton e Cochran. No entanto, sabe-se que o percurso desta técnica começou muito antes, com inúmeros contributos que permitiram que o desenvolvimento da biópsia do GS seja considerado actualmente como um dos mais importantes feitos em Medicina. O procedimento baseia-se no facto de existir um primeiro gânglio linfático filtrador de células tumorais, cuja remoção permite actuar directamente na história natural do cancro, evitando a formação de metástases, melhorando assim o prognóstico dos doentes. Vários estudos ao longo dos anos puseram em evidência o papel da biópsia do GS no que concerne ao estadiamento, tratamento e prognóstico da doença oncológica, dos quais importa destacar o estudo ACSOG-Z0011, revolucionário ao demonstrar que biópsias positivas nem sempre implicavam a necessidade de realização esvaziamento axilar, com benefícios claros na morbilidade e sem prejuízo da sobrevivência a longo prazo. Não só a biópsia do GS tornou obsoleta a realização de esvaziamento ganglionar em alguns pacientes oncológicos, como permitiu estadiar de forma mais precisa, o que tornou a abordagem mais individualizada a cada doente. Nesta revisão refere-se a evolução histórica da biópsia do GS, quais as considerações actuais sobre a técnica e faz-se algumas reflexões sobre qual será o futuro da técnica, tendo em conta algumas alternativas que começam hoje a surgir. |
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| Autores principais: | Ferreira, Patrícia da Silva Alves Pita |
| Assunto: | Biópsia do gânglio sentinela Esvaziamento ganglionar Doença oncológica |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Historicamente, a descoberta da biópsia do gânglio sentinela (GS) é atribuída a Morton e Cochran. No entanto, sabe-se que o percurso desta técnica começou muito antes, com inúmeros contributos que permitiram que o desenvolvimento da biópsia do GS seja considerado actualmente como um dos mais importantes feitos em Medicina. O procedimento baseia-se no facto de existir um primeiro gânglio linfático filtrador de células tumorais, cuja remoção permite actuar directamente na história natural do cancro, evitando a formação de metástases, melhorando assim o prognóstico dos doentes. Vários estudos ao longo dos anos puseram em evidência o papel da biópsia do GS no que concerne ao estadiamento, tratamento e prognóstico da doença oncológica, dos quais importa destacar o estudo ACSOG-Z0011, revolucionário ao demonstrar que biópsias positivas nem sempre implicavam a necessidade de realização esvaziamento axilar, com benefícios claros na morbilidade e sem prejuízo da sobrevivência a longo prazo. Não só a biópsia do GS tornou obsoleta a realização de esvaziamento ganglionar em alguns pacientes oncológicos, como permitiu estadiar de forma mais precisa, o que tornou a abordagem mais individualizada a cada doente. Nesta revisão refere-se a evolução histórica da biópsia do GS, quais as considerações actuais sobre a técnica e faz-se algumas reflexões sobre qual será o futuro da técnica, tendo em conta algumas alternativas que começam hoje a surgir. |
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