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Hospital : porta aberta à escola : um projecto de promoção para a saúde

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo tem por objecto o projecto Hospital Porta Aberta à Escola, um projecto de intervenção no âmbito da promoção para a saúde, que visa fomentar o envolvimento do Hospital com a comunidade. É um projecto a decorrer desde Setembro de 2003, no Hospital Amato Lusitano, em Castelo Branco, onde participa uma vasta equipa de profissionais pertencentes a vários sectores da saúde e da educação. O quadro conceptual engloba a evolução dos conceitos de saúde, de educação e concepções de aprendizagem. Consideramos também importante inserir um capítulo sobre avaliação uma vez que, é uma das componentes do nosso trabalho de investigação. Tendo por base estes conceitos, o estudo visou descrever e analisar o projecto Hospital Porta Aberta à Escola avaliando o seu impacto nas percepções dos participantes a fim de tecermos considerações acerca da pertinência deste projecto na promoção de educação para a saúde. Para isso, desenvolvemos um estudo descritivo, predominantemente analítico e de carácter exploratório e recorremos a métodos e técnicas de investigação científica. Utilizámos procedimentos de índole qualitativo e quantitativo, de forma a que a sua combinação pudesse conferir ao estudo profundidade e rigor. Empregámos a metodologia qualitativa nas entrevistas semi-estruturadas e na análise dos desenhos e utilizámos procedimentos de tipo quantitativo na aplicação do questionário. Apesar de não se referir a um verdadeiro pré-teste e pós-teste no sentido em que é usado na metodologia experimental, assinalamos dois momentos distintos de recolha de informação: um antes da participação nas actividades do projecto e outro momento depois. Os participantes do estudo foram: um grupo de 72 alunos do 3º e 4º ano pertencentes a escolas do 1º ciclo do ensino básico de dois Concelhos da área de intervenção do Hospital, distintos cultural e geograficamente (que designamos no nosso estudo por Concelho A e Concelho B); um grupo de professores do 1ºciclo do ensino que acompanhavam as turmas participantes no projecto e um grupo de cinco elementos pertencentes à equipa de profissionais dinamizadora do projecto. Em termos gerais parece-nos poder concluir que o projecto obteve um impacto positivo junto de todos os intervenientes: alunos, professores e profissionais envolvidos no projecto. Nas crianças constatamos que permitiu diminuir os sentimentos negativos que demonstraram possuir relativamente ao contexto hospitalar e também acrescentar, aprofundar e consolidar conceitos e representações inerentes não só ao espaço hospitalar, como aos procedimentos. Quanto aos profissionais de saúde destacaram sobretudo, o médico e o enfermeiro, surgindo como personagens centrais nas representações destes espaços e sobre os quais revelam uma opinião positiva. Podemos também afirmar que a participação no projecto permitiu consolidou conhecimentos relativos a estilos de vida saudáveis. Numa análise comparativa entre as escolas dos dois concelhos verificamos que, se inicialmente, apresentaram divergências relativamente à informação dos desenhos, depois da participação no projecto, essas diferenças esbateram-se. Consideramos assim, que foram os alunos do Concelho A que obtiveram maior proveito do projecto, porque mesmo revelando conhecimentos mais incipientes acerca destes espaços, comparativamente aos alunos do Concelho B demonstraram, no segundo momento de avaliação, uma significativa evolução nas suas representações. No que respeita à interpretação realizada dos questionários dos professores participantes e dos depoimentos dos profissionais envolvidos observamos que, apesar das limitações mencionadas e das sugestões apresentadas inerentes ao projecto, mencionaram que o mesmo foi alcançando os seus objectivos, revelando-se muito importante na humanização dos serviços hospitalares, na promoção de estilos de vida saudáveis bem como no esclarecimento acerca da importância destes espaços, sobretudo, junto destes alunos provenientes de meios rurais e sujeitos a um maior isolamento. Justificando-se, portanto, a continuação do projecto, abrangendo outros concelhos e compreendendo outras faixas etárias. Parece-nos que a utilização das tecnologias de informação e comunicação foi, neste projecto, um factor importante na concretização dos objectivos na medida em os professores consideram que quando os alunos utilizam o CD-Rom revelam um maior interesse, sentem que apresentam uma maior satisfação na exploração dos conteúdos curriculares e que a interacção também é maior do que aquela que registam em relação aos métodos ditos tradicionais; os alunos referem também ser esta a actividade favorita que desenvolveram no projecto. Os resultados constituem indicadores positivos do êxito relativo do projecto, tendo em conta o seu objectivo primordial, vir a ser um potencial veículo para a promoção para a saúde.
Autores principais:Gonçalves, Tânia Filipa Antunes, 1980-
Assunto:Teses de mestrado - 2006 Tecnologia educativa Avaliação Promoção da saúde
Ano:2006
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este estudo tem por objecto o projecto Hospital Porta Aberta à Escola, um projecto de intervenção no âmbito da promoção para a saúde, que visa fomentar o envolvimento do Hospital com a comunidade. É um projecto a decorrer desde Setembro de 2003, no Hospital Amato Lusitano, em Castelo Branco, onde participa uma vasta equipa de profissionais pertencentes a vários sectores da saúde e da educação. O quadro conceptual engloba a evolução dos conceitos de saúde, de educação e concepções de aprendizagem. Consideramos também importante inserir um capítulo sobre avaliação uma vez que, é uma das componentes do nosso trabalho de investigação. Tendo por base estes conceitos, o estudo visou descrever e analisar o projecto Hospital Porta Aberta à Escola avaliando o seu impacto nas percepções dos participantes a fim de tecermos considerações acerca da pertinência deste projecto na promoção de educação para a saúde. Para isso, desenvolvemos um estudo descritivo, predominantemente analítico e de carácter exploratório e recorremos a métodos e técnicas de investigação científica. Utilizámos procedimentos de índole qualitativo e quantitativo, de forma a que a sua combinação pudesse conferir ao estudo profundidade e rigor. Empregámos a metodologia qualitativa nas entrevistas semi-estruturadas e na análise dos desenhos e utilizámos procedimentos de tipo quantitativo na aplicação do questionário. Apesar de não se referir a um verdadeiro pré-teste e pós-teste no sentido em que é usado na metodologia experimental, assinalamos dois momentos distintos de recolha de informação: um antes da participação nas actividades do projecto e outro momento depois. Os participantes do estudo foram: um grupo de 72 alunos do 3º e 4º ano pertencentes a escolas do 1º ciclo do ensino básico de dois Concelhos da área de intervenção do Hospital, distintos cultural e geograficamente (que designamos no nosso estudo por Concelho A e Concelho B); um grupo de professores do 1ºciclo do ensino que acompanhavam as turmas participantes no projecto e um grupo de cinco elementos pertencentes à equipa de profissionais dinamizadora do projecto. Em termos gerais parece-nos poder concluir que o projecto obteve um impacto positivo junto de todos os intervenientes: alunos, professores e profissionais envolvidos no projecto. Nas crianças constatamos que permitiu diminuir os sentimentos negativos que demonstraram possuir relativamente ao contexto hospitalar e também acrescentar, aprofundar e consolidar conceitos e representações inerentes não só ao espaço hospitalar, como aos procedimentos. Quanto aos profissionais de saúde destacaram sobretudo, o médico e o enfermeiro, surgindo como personagens centrais nas representações destes espaços e sobre os quais revelam uma opinião positiva. Podemos também afirmar que a participação no projecto permitiu consolidou conhecimentos relativos a estilos de vida saudáveis. Numa análise comparativa entre as escolas dos dois concelhos verificamos que, se inicialmente, apresentaram divergências relativamente à informação dos desenhos, depois da participação no projecto, essas diferenças esbateram-se. Consideramos assim, que foram os alunos do Concelho A que obtiveram maior proveito do projecto, porque mesmo revelando conhecimentos mais incipientes acerca destes espaços, comparativamente aos alunos do Concelho B demonstraram, no segundo momento de avaliação, uma significativa evolução nas suas representações. No que respeita à interpretação realizada dos questionários dos professores participantes e dos depoimentos dos profissionais envolvidos observamos que, apesar das limitações mencionadas e das sugestões apresentadas inerentes ao projecto, mencionaram que o mesmo foi alcançando os seus objectivos, revelando-se muito importante na humanização dos serviços hospitalares, na promoção de estilos de vida saudáveis bem como no esclarecimento acerca da importância destes espaços, sobretudo, junto destes alunos provenientes de meios rurais e sujeitos a um maior isolamento. Justificando-se, portanto, a continuação do projecto, abrangendo outros concelhos e compreendendo outras faixas etárias. Parece-nos que a utilização das tecnologias de informação e comunicação foi, neste projecto, um factor importante na concretização dos objectivos na medida em os professores consideram que quando os alunos utilizam o CD-Rom revelam um maior interesse, sentem que apresentam uma maior satisfação na exploração dos conteúdos curriculares e que a interacção também é maior do que aquela que registam em relação aos métodos ditos tradicionais; os alunos referem também ser esta a actividade favorita que desenvolveram no projecto. Os resultados constituem indicadores positivos do êxito relativo do projecto, tendo em conta o seu objectivo primordial, vir a ser um potencial veículo para a promoção para a saúde.