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As mudanças nas estruturas de comércio internacional e a evolução da especialização comercial de Portugal face à "tríade" : os desafios da competitividade internacional

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Resumo:Este trabalho tem como objectivo analisar os desafios da competitividade internacional, colocados pela mudança estrutural nos fluxos de comércio internacional e pela evolução da estrutura de especialização internacional das economias, sendo a análise particularizada para o posicionamento de Portugal face à "Tríade" da economia mundial. Para tal efeito, começamse por aferir os principais contributos e validade, na actual envolvente da economia mundial, dos diversos quadros teóricos explicativos do comércio internacional, sendo em seguida analisado o comércio de natureza intra-ramo, dada a sua importância nas estruturas de comércio internacional, e abordada a questão da competitividade internacional, actualmente alvo de um generalizado interesse. A evolução do padrão de comércio externo português com os principais pólos dinamizadores da economia mundial, é analisada com o objectivo de avaliar as tendências a nível do posicionamento competitivo da economia nacional face à denominada 'Tríade" e para aferir quanto a eventuais tendências de periferização da economia nacional no seio da UE. A análise comparativa das especificidades da estrutura de comércio externo português face à denominada "Tríade" revela um comportamento para Portugal aquém do conjunto das economias consideradas, para além de esboçar uma tendência de divergência face ao padrão evidenciado pela UE. A determinação do tipo de comércio predominante na estrutura de comércio internacional portuguesa, com recurso a diferentes metodologias, permitiu concluir que apesar dos níveis de comércio intra-ramo (CIR) entre Portugal e a UE terem aumentado consideravelmente, os níveis extra-comunitários continuam a ser bastante diminutos, bem como, detectar um claro predomínio do CIR diferenciado verticalmente. A composição do CIR vertical de Portugal com a UE foi avaliada como predominantemente inferior vertical, indiciando desequilíbrios de competitividade entre Portugal e os respectivos parceiros comunitários (apesar do mesmo não ser tão visível no comércio extra-comunitário). Por último, a avaliação do potencial de sustentabilidade competitiva do perfil de especialização internacional da economia nacional revelou uma forte dependência de sectores que assentam na exploração de baixos custos salariais, sendo nítidas as carências da valorização de l&D, diferenciação de produto e economias de escala, e reconhece-se um predomínio de sectores com fraca intensidade tecnológica, o que pode produzir efeitos fracamente dinamizadores dos níveis de competitividade de Portugal no contexto internacional.
Autores principais:Fernandes, Cátia Claudemira Cordeiro
Assunto:Competitividade Comércio Internacional Especialização Comércio Intra- Ramo Portugal "Tríade". Competitiveness International Trade Specialisation Intra-industry Trade Triad
Ano:2002
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este trabalho tem como objectivo analisar os desafios da competitividade internacional, colocados pela mudança estrutural nos fluxos de comércio internacional e pela evolução da estrutura de especialização internacional das economias, sendo a análise particularizada para o posicionamento de Portugal face à "Tríade" da economia mundial. Para tal efeito, começamse por aferir os principais contributos e validade, na actual envolvente da economia mundial, dos diversos quadros teóricos explicativos do comércio internacional, sendo em seguida analisado o comércio de natureza intra-ramo, dada a sua importância nas estruturas de comércio internacional, e abordada a questão da competitividade internacional, actualmente alvo de um generalizado interesse. A evolução do padrão de comércio externo português com os principais pólos dinamizadores da economia mundial, é analisada com o objectivo de avaliar as tendências a nível do posicionamento competitivo da economia nacional face à denominada 'Tríade" e para aferir quanto a eventuais tendências de periferização da economia nacional no seio da UE. A análise comparativa das especificidades da estrutura de comércio externo português face à denominada "Tríade" revela um comportamento para Portugal aquém do conjunto das economias consideradas, para além de esboçar uma tendência de divergência face ao padrão evidenciado pela UE. A determinação do tipo de comércio predominante na estrutura de comércio internacional portuguesa, com recurso a diferentes metodologias, permitiu concluir que apesar dos níveis de comércio intra-ramo (CIR) entre Portugal e a UE terem aumentado consideravelmente, os níveis extra-comunitários continuam a ser bastante diminutos, bem como, detectar um claro predomínio do CIR diferenciado verticalmente. A composição do CIR vertical de Portugal com a UE foi avaliada como predominantemente inferior vertical, indiciando desequilíbrios de competitividade entre Portugal e os respectivos parceiros comunitários (apesar do mesmo não ser tão visível no comércio extra-comunitário). Por último, a avaliação do potencial de sustentabilidade competitiva do perfil de especialização internacional da economia nacional revelou uma forte dependência de sectores que assentam na exploração de baixos custos salariais, sendo nítidas as carências da valorização de l&D, diferenciação de produto e economias de escala, e reconhece-se um predomínio de sectores com fraca intensidade tecnológica, o que pode produzir efeitos fracamente dinamizadores dos níveis de competitividade de Portugal no contexto internacional.