Publicação
Temperamento materno, práticas educativas e problemas de adaptação em crianças dos 3 aos 5 anos
| Resumo: | A parentalidade resulta de múltiplas influências, que interagem entre si, como o temperamento da mãe, o comportamento da criança, e o contexto onde ocorre esta interacção. Este estudo tem como principais objectivos avaliar a relação a) entre temperamento materno e as práticas educativas utilizadas pela mãe, b) entre as práticas educativas maternas e os problemas de adaptação da criança, c) entre o temperamento materno e os problemas de adaptação da criança, num grupo de mães e crianças em idade pré-escolar (3 aos 5 anos). Pretendeu-se ainda avaliar a relação entre o nível de escolaridade materna e as práticas educativas utilizadas, assim como averiguar se as mães com um filho e as mães com mais filhos reportam práticas educativas diferentes, em crianças entre os 3 aos 5 anos. Foram aplicados quatro instrumentos: questionário para recolha de dados sociodemográficos, - Questionário de Temperamento do Adulto - Versão Breve para avaliar o temperamento da mãe, o Questionário de Práticas Parentais para as práticas educativas maternas, e Child Behavior Checklist 11/2 – 5 anos para avaliar os comportamentos de adaptação da criança. A amostra foi constituída por um total de 196 crianças entre os 3 e os 5 anos e as respectivas mães, pertencentes à zona da Grande Lisboa e Santarém. Os resultados indicam que a) mães com maior controlo com esforço tendem a utilizar mais a monitorização, enquanto mães mais extrovertidas utilizam mais práticas disciplinares rígidas e/ou inconsistentes; b) o afecto negativo materno associa-se a problemas de externalização e internalização da criança; c) as práticas positivas associam-se a menos problemas de internalização e as práticas negativas a mais problemas de externalização. A maior parte dos resultados obtidos vai ao encontro da literatura existente ainda que com correlações fracas a moderadas. Este estudo contribui para o conhecimento sobre as relações entre a auto-regulação materna, as estratégias educativas e a adaptação da criança pré-escolar, podendo contribuir para informar o desenvolvimento de intervenções parentais. |
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| Autores principais: | Amorim, Joana Sacramento Simões de |
| Assunto: | Práticas educativas Pré-escolar Comportamento da criança Parentalidade Teses de mestrado - 2016 |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A parentalidade resulta de múltiplas influências, que interagem entre si, como o temperamento da mãe, o comportamento da criança, e o contexto onde ocorre esta interacção. Este estudo tem como principais objectivos avaliar a relação a) entre temperamento materno e as práticas educativas utilizadas pela mãe, b) entre as práticas educativas maternas e os problemas de adaptação da criança, c) entre o temperamento materno e os problemas de adaptação da criança, num grupo de mães e crianças em idade pré-escolar (3 aos 5 anos). Pretendeu-se ainda avaliar a relação entre o nível de escolaridade materna e as práticas educativas utilizadas, assim como averiguar se as mães com um filho e as mães com mais filhos reportam práticas educativas diferentes, em crianças entre os 3 aos 5 anos. Foram aplicados quatro instrumentos: questionário para recolha de dados sociodemográficos, - Questionário de Temperamento do Adulto - Versão Breve para avaliar o temperamento da mãe, o Questionário de Práticas Parentais para as práticas educativas maternas, e Child Behavior Checklist 11/2 – 5 anos para avaliar os comportamentos de adaptação da criança. A amostra foi constituída por um total de 196 crianças entre os 3 e os 5 anos e as respectivas mães, pertencentes à zona da Grande Lisboa e Santarém. Os resultados indicam que a) mães com maior controlo com esforço tendem a utilizar mais a monitorização, enquanto mães mais extrovertidas utilizam mais práticas disciplinares rígidas e/ou inconsistentes; b) o afecto negativo materno associa-se a problemas de externalização e internalização da criança; c) as práticas positivas associam-se a menos problemas de internalização e as práticas negativas a mais problemas de externalização. A maior parte dos resultados obtidos vai ao encontro da literatura existente ainda que com correlações fracas a moderadas. Este estudo contribui para o conhecimento sobre as relações entre a auto-regulação materna, as estratégias educativas e a adaptação da criança pré-escolar, podendo contribuir para informar o desenvolvimento de intervenções parentais. |
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