Publicação
Cardiometabolic side effects of antiretroviral therapy in pregnant women living with HIV : a systematic review
| Resumo: | Introdução: Apesar das vantagens conferidas pelos antirretrovirais na prevenção da transmissão vertical da infeção por Vírus Imunodeficiência Humana (VIH), permanecem por responder questões acerca das consequências cardiometabólicas da terapêutica antirretroviral (TARV) na gravidez. Métodos: Pesquisámos estudos na Web of Science, EBSCO, PubMed/MEDLINE, SCOPUS e Cochrane publicados entre novembro 2011 e novembro 2021. A seleção de artigos dependeu da avaliação de efeitos adversos metabólicos [aumento de peso, diabetes mellitus gestacional (DMG), doenças hipertensivas da gravidez (DHG) e dislipidemia] em mulheres infetadas com VIH sob TARV. Dois autores independentes triaram os títulos e resumos dos resultados de pesquisa e leram os artigos na íntegra. As discordâncias resolveram-se consensualmente ou por um terceiro autor. Os estudos foram avaliados qualitativamente. Resultados: Foram selecionados 31 artigos. Mulheres infetadas experienciaram menor ganho ponderal durante a gravidez quando comparadas com as não infetadas. A única classe de antirretrovirais que potenciou aumento de peso foram os inibidores da integrase (II). A maioria dos estudos aponta uma prevalência semelhante de DHG em mulheres infetadas e não infetadas. Mulheres sob TARV tiveram maior risco de pré-eclampsia que as mulheres infetadas que não faziam TARV. Os II foram fator de risco para o desenvolvimento de DHG. A evidência é insuficiente para concluir se as mulheres sob TARV estão em maior risco de desenvolver DMG quando comparadas com grávidas não infetadas. O impacto dos inibidores da protease na dislipidemia não foi claro e requer estudo. Conclusões: Grávidas com VIH parecem não apresentar maior taxa de complicações cardiometabólicas. No entanto, são necessários estudos adicionais para avaliar o impacto da duração e tipo de TARV e a incidência de efeitos adversos cardiometabólicos na gravidez. |
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| Autores principais: | Caetano, Mariana Carrega Ferreira |
| Assunto: | Antirretrovirais Pré-eclâmpsia Diabetes gestacional Obesidade Dislipidemia Nutrição |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: Apesar das vantagens conferidas pelos antirretrovirais na prevenção da transmissão vertical da infeção por Vírus Imunodeficiência Humana (VIH), permanecem por responder questões acerca das consequências cardiometabólicas da terapêutica antirretroviral (TARV) na gravidez. Métodos: Pesquisámos estudos na Web of Science, EBSCO, PubMed/MEDLINE, SCOPUS e Cochrane publicados entre novembro 2011 e novembro 2021. A seleção de artigos dependeu da avaliação de efeitos adversos metabólicos [aumento de peso, diabetes mellitus gestacional (DMG), doenças hipertensivas da gravidez (DHG) e dislipidemia] em mulheres infetadas com VIH sob TARV. Dois autores independentes triaram os títulos e resumos dos resultados de pesquisa e leram os artigos na íntegra. As discordâncias resolveram-se consensualmente ou por um terceiro autor. Os estudos foram avaliados qualitativamente. Resultados: Foram selecionados 31 artigos. Mulheres infetadas experienciaram menor ganho ponderal durante a gravidez quando comparadas com as não infetadas. A única classe de antirretrovirais que potenciou aumento de peso foram os inibidores da integrase (II). A maioria dos estudos aponta uma prevalência semelhante de DHG em mulheres infetadas e não infetadas. Mulheres sob TARV tiveram maior risco de pré-eclampsia que as mulheres infetadas que não faziam TARV. Os II foram fator de risco para o desenvolvimento de DHG. A evidência é insuficiente para concluir se as mulheres sob TARV estão em maior risco de desenvolver DMG quando comparadas com grávidas não infetadas. O impacto dos inibidores da protease na dislipidemia não foi claro e requer estudo. Conclusões: Grávidas com VIH parecem não apresentar maior taxa de complicações cardiometabólicas. No entanto, são necessários estudos adicionais para avaliar o impacto da duração e tipo de TARV e a incidência de efeitos adversos cardiometabólicos na gravidez. |
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