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Rir com os impostos : por uma humorologia fiscal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo enquadra-se no âmbito da sociologia do humor e da sociologia fiscal. Pretende ser uma reflexão crítica sobre as diversas formas de representação humorística da ação governativa, em matéria de fiscalidade. Tem como suporte as teorias do humor e do riso, na tentativa de um maior esclarecimento, através do humor, das relações que se estabelecem entre o Estado, o imposto e a sociedade, com recurso a uma metodologia qualitativa. Partimos do estudo de um conjunto de contributos humorísticos de vários autores, que podem ser considerados como parte integrante do que Mahadev Apte (1988) designou por “humorologia”. Entendemos porém que, neste trabalho, resultante da conjugação de fenómenos humorísticos com fenómenos fiscais, seria oportuno procedermos à criação de um novo conceito que designámos por “humorologia fiscal”. Se os impostos acompanham o indivíduo desde o seu nascimento até à sua morte, o humor ora transgride ora suspende os códigos discursivos sociais, éticos e morais, subvertendo assim, pelo riso e pela ironia, a ordem estabelecida. Neste cruzamento de olhares entre o humor e os impostos, ocupam lugar central a sátira, o riso e a ironia, elementos que integram a cultura, a cultura fiscal, a ética e a confiança (ou desconfiança) entre o “eu” e os “outros”, assim como nas instituições do Estado. Os três pilares fundamentais que estruturam o trabalho empírico desta investigação têm, como denominador comum, a conjugação de elementos humorísticos e fiscais em momentos de incerteza. São eles: as caricaturas de Rafael Bordalo Pinheiro, alguns fragmentos do teatro de revista e alguns cartoons de Luís Afonso.
Autores principais:Soares, Domitília D´Assunção Batista Diogo Pires
Assunto:Caricatura cartoon cultura fiscal humor impostos Caricature Tax Culture Tax
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este estudo enquadra-se no âmbito da sociologia do humor e da sociologia fiscal. Pretende ser uma reflexão crítica sobre as diversas formas de representação humorística da ação governativa, em matéria de fiscalidade. Tem como suporte as teorias do humor e do riso, na tentativa de um maior esclarecimento, através do humor, das relações que se estabelecem entre o Estado, o imposto e a sociedade, com recurso a uma metodologia qualitativa. Partimos do estudo de um conjunto de contributos humorísticos de vários autores, que podem ser considerados como parte integrante do que Mahadev Apte (1988) designou por “humorologia”. Entendemos porém que, neste trabalho, resultante da conjugação de fenómenos humorísticos com fenómenos fiscais, seria oportuno procedermos à criação de um novo conceito que designámos por “humorologia fiscal”. Se os impostos acompanham o indivíduo desde o seu nascimento até à sua morte, o humor ora transgride ora suspende os códigos discursivos sociais, éticos e morais, subvertendo assim, pelo riso e pela ironia, a ordem estabelecida. Neste cruzamento de olhares entre o humor e os impostos, ocupam lugar central a sátira, o riso e a ironia, elementos que integram a cultura, a cultura fiscal, a ética e a confiança (ou desconfiança) entre o “eu” e os “outros”, assim como nas instituições do Estado. Os três pilares fundamentais que estruturam o trabalho empírico desta investigação têm, como denominador comum, a conjugação de elementos humorísticos e fiscais em momentos de incerteza. São eles: as caricaturas de Rafael Bordalo Pinheiro, alguns fragmentos do teatro de revista e alguns cartoons de Luís Afonso.