Publicação
Transplantes meniscais : uma revisão bibliográfica
| Resumo: | O transplante meniscal alogénico consiste numa técnica cirúrgica com o objetivo de dar resposta aos doentes que foram submetidos a meniscectomia subtotal/total do joelho e que apresentam sintomas após este procedimento, estando indicado para doentes com menos de 55 anos e que apresentem graus de degradação articular pouco acentuados. Previamente à sua realização deve ser garantida uma preparação do enxerto com qualidade, em termos de dimensionamento e processamento, e corrigidos defeitos que possam colocar em causa os seus resultados clínicos. A cirurgia pode ser realizada por via aberta ou artroscópica, com fixação meniscal isolada por meio de suturas ou associada fixação óssea. Os estudos verificados mostram uma taxa de sobrevivência a 5 anos entre 85% e 90%, e entre 50% a 60% a 10 anos, sendo calculada uma taxa de falência do transplante entre 10% e 30%, e como causa mais comum para esta a rotura do aloenxerto meniscal. Apesar de, inicialmente, surgir também como uma tentativa de atrasar a progressão para osteoartrose do joelho promovida pela ausência do menisco nativo, não existe atualmente evidência de que o transplante meniscal alogénico se associe a um efeito condro-protetor, quer seja realizado logo após meniscectomia (de forma profilática), quer apenas quando surgem sintomas da mesma. |
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| Autores principais: | Boino, Artur Calado |
| Assunto: | Transplante meniscal alogénico Meniscectomia Rotura meniscal Efeito condro-protetor Ortopedia |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O transplante meniscal alogénico consiste numa técnica cirúrgica com o objetivo de dar resposta aos doentes que foram submetidos a meniscectomia subtotal/total do joelho e que apresentam sintomas após este procedimento, estando indicado para doentes com menos de 55 anos e que apresentem graus de degradação articular pouco acentuados. Previamente à sua realização deve ser garantida uma preparação do enxerto com qualidade, em termos de dimensionamento e processamento, e corrigidos defeitos que possam colocar em causa os seus resultados clínicos. A cirurgia pode ser realizada por via aberta ou artroscópica, com fixação meniscal isolada por meio de suturas ou associada fixação óssea. Os estudos verificados mostram uma taxa de sobrevivência a 5 anos entre 85% e 90%, e entre 50% a 60% a 10 anos, sendo calculada uma taxa de falência do transplante entre 10% e 30%, e como causa mais comum para esta a rotura do aloenxerto meniscal. Apesar de, inicialmente, surgir também como uma tentativa de atrasar a progressão para osteoartrose do joelho promovida pela ausência do menisco nativo, não existe atualmente evidência de que o transplante meniscal alogénico se associe a um efeito condro-protetor, quer seja realizado logo após meniscectomia (de forma profilática), quer apenas quando surgem sintomas da mesma. |
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