Publicação
Directa, de Nuno Bragança: questões de tempo
| Resumo: | Este trabalho é uma, entre inúmeras possíveis, análise do tempo, não só como categoria narrativa, a par do espaço e das personagens, mas também como tema, em Directa, de Nuno Bragança. Se por um lado, se fez uma exegese cuidada de problemas literariamente canónicos como o tempo da narrativa, da história e da narração, por outro lado, tentou-se mostrar como a História, enquanto discurso sobre o tempo, se imiscui e estrutura, não só a narrativa, mas também a história do romance. Além disto, não foi ignorada a necessidade de esclarecer o que é o tempo, sendo que o termo ganha definições distintas dependendo do paradigma que a ele se associe. O tempo físico é distinto do tempo psicológico e estes dois divergem do seu congénere literário. Numa dissertação sobre o tempo dedica-se um capítulo a questões de índole religiosa e política, porque se entendeu que a matriz judaico-cristã e o marxismo são elementos estruturantes da concepção de tempo do narrador e, por conseguinte, da história, na medida que todas esta ideologias podem ser interpretadas, entre muitas outras coisas, como ideias fazedoras de tempo. Mais do que um trabalho extraordinariamente coeso, do ponto de vista temático, pretende-se apresentar um conjunto de textos que alumie de forma original e profunda o problema exegético que o tempo constitui em Directa, de Nuno Bragança. |
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| Autores principais: | Henriques, Bruno |
| Assunto: | Bragança, Nuno, 1929-1985 Romance português - séc.20 Tempo na literatura Narrativa Teses de mestrado - 2009 |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este trabalho é uma, entre inúmeras possíveis, análise do tempo, não só como categoria narrativa, a par do espaço e das personagens, mas também como tema, em Directa, de Nuno Bragança. Se por um lado, se fez uma exegese cuidada de problemas literariamente canónicos como o tempo da narrativa, da história e da narração, por outro lado, tentou-se mostrar como a História, enquanto discurso sobre o tempo, se imiscui e estrutura, não só a narrativa, mas também a história do romance. Além disto, não foi ignorada a necessidade de esclarecer o que é o tempo, sendo que o termo ganha definições distintas dependendo do paradigma que a ele se associe. O tempo físico é distinto do tempo psicológico e estes dois divergem do seu congénere literário. Numa dissertação sobre o tempo dedica-se um capítulo a questões de índole religiosa e política, porque se entendeu que a matriz judaico-cristã e o marxismo são elementos estruturantes da concepção de tempo do narrador e, por conseguinte, da história, na medida que todas esta ideologias podem ser interpretadas, entre muitas outras coisas, como ideias fazedoras de tempo. Mais do que um trabalho extraordinariamente coeso, do ponto de vista temático, pretende-se apresentar um conjunto de textos que alumie de forma original e profunda o problema exegético que o tempo constitui em Directa, de Nuno Bragança. |
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