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Leptospirose : revisão da literatura
| Resumo: | A leptospirose é uma infeção multissistémica causada pela bactéria Leptospira. É neste momento considerada uma zoonose reemergente, com elevada distribuição mundial, sendo endémica em países de clima tropical e subtropical. No nosso país, o arquipélago dos Açores é considerado uma região endémica. Esta doença é transmitida pelo contacto direto com fluidos de animais infetados com a bactéria, ou pelo contacto indireto com o solo e a água (locais onde a bactéria sobrevive por vários meses). Os reservatórios naturais mais comuns são os roedores, mas canídeos, bovinos e suínos também podem ser afetados. Deste modo, fatores de risco incluem: trabalhadores agrícolas, pastores, trabalhadores de matadouros ou atividades recreativas de lazer perto de fontes de água parada (como seja a pesca, a canoagem ou a natação). Clinicamente, manifesta-se, na maioria das vezes, por uma síndrome gripal like com sinais e sintomas inespecíficos que podem incluir febre, mialgias, cefaleias e náuseas. Contudo, numa minoria dos casos, evolui para insuficiência renal, insuficiência hepática, meningite, insuficiência respiratória, diátese hemorrágica ou choque séptico. Estas alterações poderão ser fatais. O diagnóstico baseia-se em testes diretos que detetam a bactéria ou os seus componentes, como por exemplo, culturas, microscopia ou técnicas de amplificação de DNA. E em testes indiretos serológicos como por exemplo o MAT e o ELISA. O tratamento inclui medidas sintomáticas, nomeadamente na presença de insuficiência renal ou insuficiência respiratória; e antibioterapia com penicilina, ceftriaxona ou doxiciclina. Medidas de prevenção são essenciais no combate a esta zoonose. Estas medidas incluem: isolamento, diagnóstico e tratamento de animais infetados, melhorias habitacionais que diminuam o contacto entre humanos e ratos e deteção e tratamento de águas contaminadas. Esta revisão procura documentar a transmissão, a clínica e as descobertas a nível da patogénese desta doença. |
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| Autores principais: | Matos, Ana Filipa Correia |
| Assunto: | Leptospirose Leptospira |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A leptospirose é uma infeção multissistémica causada pela bactéria Leptospira. É neste momento considerada uma zoonose reemergente, com elevada distribuição mundial, sendo endémica em países de clima tropical e subtropical. No nosso país, o arquipélago dos Açores é considerado uma região endémica. Esta doença é transmitida pelo contacto direto com fluidos de animais infetados com a bactéria, ou pelo contacto indireto com o solo e a água (locais onde a bactéria sobrevive por vários meses). Os reservatórios naturais mais comuns são os roedores, mas canídeos, bovinos e suínos também podem ser afetados. Deste modo, fatores de risco incluem: trabalhadores agrícolas, pastores, trabalhadores de matadouros ou atividades recreativas de lazer perto de fontes de água parada (como seja a pesca, a canoagem ou a natação). Clinicamente, manifesta-se, na maioria das vezes, por uma síndrome gripal like com sinais e sintomas inespecíficos que podem incluir febre, mialgias, cefaleias e náuseas. Contudo, numa minoria dos casos, evolui para insuficiência renal, insuficiência hepática, meningite, insuficiência respiratória, diátese hemorrágica ou choque séptico. Estas alterações poderão ser fatais. O diagnóstico baseia-se em testes diretos que detetam a bactéria ou os seus componentes, como por exemplo, culturas, microscopia ou técnicas de amplificação de DNA. E em testes indiretos serológicos como por exemplo o MAT e o ELISA. O tratamento inclui medidas sintomáticas, nomeadamente na presença de insuficiência renal ou insuficiência respiratória; e antibioterapia com penicilina, ceftriaxona ou doxiciclina. Medidas de prevenção são essenciais no combate a esta zoonose. Estas medidas incluem: isolamento, diagnóstico e tratamento de animais infetados, melhorias habitacionais que diminuam o contacto entre humanos e ratos e deteção e tratamento de águas contaminadas. Esta revisão procura documentar a transmissão, a clínica e as descobertas a nível da patogénese desta doença. |
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