Publicação
Fatores preditivos de falência da ventilação não invasiva em doentes com bronquiolite aguda numa unidade de cuidados intensivos pediátricos
| Resumo: | Objetivo: Identificar fatores preditivos de falência da ventilação não invasiva (VNI) em crianças com bronquiolite grave. Métodos: Estudo retrospetivo conduzido em todos os doentes com <2 anos, admitidos numa Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos (UCIPed) por bronquiolite aguda, que necessitaram de suporte ventilatório não invasivo, no período compreendido entre Janeiro de 2018 e Fevereiro de 2024. Os participantes foram divididos em dois grupos: os que apenas necessitaram de VNI (grupo VNI) e os que necessitaram também de VI (grupo VI). Resultados: Foram incluídos 171 doentes no estudo. A idade média foi de 61 ± 89 dias, havendo um predomínio do sexo masculino que constituí 63% da amostra. 114 apenas realizaram ventilação não invasiva e 57 necessitaram de ventilação invasiva. O vírus mais frequentemente isolado foi o VSR (80% dos doentes). No grupo VNI a duração média de internamento (4,3 ± 2,3 dias) e de ventilação (3,8 ± 2,6 dias) foi menor do que no Grupo VI em que a duração foi 8,9 ± 5,9 dias e de 6,8 ± 3,4 dias, respetivamente (p<0,001). Registaram-se apneias em 51 doentes, correspondente a 30% da população em estudo, 33 destas no Grupo VI. A média da pior pCO2 foi de 55.8 ± 11.2 mmHg e valores mais altos foram bons valores preditivos da necessidade de VI (p=0.016). Dos 57 doentes submetidos a VI, em 40 a decisão foi clínica e em 17 foi também baseada nos valores da gasimetria. A ocorrência de apneias foi determinante na decisão de intubar em 33 doentes (p <0.001). Conclusões: Os doentes submetidos apenas a VNI (veram menos dias de ventilação e internamento. As apneias e valores mais altos de pCO2 foram fatores preditivos importantes na decisão de VI. A decisão de intubação foi tomada na maioria dos casos baseada apenas em critérios clínicos, sendo as apneias o principal fator de decisão. |
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| Autores principais: | Nunes, Henrique Madureira Vale Gonçalves |
| Assunto: | Bronquiolite severa Ventilação não invasiva Ventilação mecânica invasiva Apneias Unidade de cuidados intensivos Pediatria |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso embargado |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Objetivo: Identificar fatores preditivos de falência da ventilação não invasiva (VNI) em crianças com bronquiolite grave. Métodos: Estudo retrospetivo conduzido em todos os doentes com <2 anos, admitidos numa Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos (UCIPed) por bronquiolite aguda, que necessitaram de suporte ventilatório não invasivo, no período compreendido entre Janeiro de 2018 e Fevereiro de 2024. Os participantes foram divididos em dois grupos: os que apenas necessitaram de VNI (grupo VNI) e os que necessitaram também de VI (grupo VI). Resultados: Foram incluídos 171 doentes no estudo. A idade média foi de 61 ± 89 dias, havendo um predomínio do sexo masculino que constituí 63% da amostra. 114 apenas realizaram ventilação não invasiva e 57 necessitaram de ventilação invasiva. O vírus mais frequentemente isolado foi o VSR (80% dos doentes). No grupo VNI a duração média de internamento (4,3 ± 2,3 dias) e de ventilação (3,8 ± 2,6 dias) foi menor do que no Grupo VI em que a duração foi 8,9 ± 5,9 dias e de 6,8 ± 3,4 dias, respetivamente (p<0,001). Registaram-se apneias em 51 doentes, correspondente a 30% da população em estudo, 33 destas no Grupo VI. A média da pior pCO2 foi de 55.8 ± 11.2 mmHg e valores mais altos foram bons valores preditivos da necessidade de VI (p=0.016). Dos 57 doentes submetidos a VI, em 40 a decisão foi clínica e em 17 foi também baseada nos valores da gasimetria. A ocorrência de apneias foi determinante na decisão de intubar em 33 doentes (p <0.001). Conclusões: Os doentes submetidos apenas a VNI (veram menos dias de ventilação e internamento. As apneias e valores mais altos de pCO2 foram fatores preditivos importantes na decisão de VI. A decisão de intubação foi tomada na maioria dos casos baseada apenas em critérios clínicos, sendo as apneias o principal fator de decisão. |
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