Publicação
O papel dos heparano-sulfatos nas infeções víricas
| Resumo: | Os Proteoglicanos de Sulfato de Heparano (HSPG) encontram-se presentes tanto na membrana celular como na matriz extracelular (MEC), sendo libertados e mobilizados pela ação das metaloproteinases (MMPs) e da Heparanase (HPSE). Estes proteoglicanos caracterizam-se pela sua carga negativa (conferida pelo grupo Sulfato de Heparano – HS) que lhes permite o sequestro de água e catiões (sódio e cálcio) e também pela capacidade de se ligarem a uma grande variedade de moléculas (tais como, proteínas da matriz extracelular, fatores de crescimento, citocinas e quimiocinas, tendo também sido demonstrado que funcionam como correcetores celulares para um grande número de vírus) e assim regular diversas funções biológicas. Este trabalho tem como objetivo rever evidências do papel dos sulfatos de heparano nos mecanismos patogénicos das infeções víricas, com especial enfoque no vírus da hepatite C. Como exemplo baseámo-nos num estudo realizado no Laboratório de Genética da FMUL para tentar entender a influência de um polimorfismo funcional (rs4693608) do gene da HPSE na progressão para os estadios de fibrose, numa amostra populacional com hepatite C crónica (HCC). Identificou-se que a idade e as atividades séricas dos enzimas ALP, AST, ALT e GGT se encontravam mais elevadas e o número de plaquetas diminuído, nos estadios de fibrose mais elevados (F3/4). Na associação genótipo e fenótipo intermédio, houve uma relação deste polimorfismo com níveis mais elevados de IMC, GGT e RNA. Concluindo-se, assim, através dos resultados obtidos das associações entre o fenótipo intermédio e o fenótipo distante, e também do genótipo com o fenótipo intermédio, que este polimorfismo afeta a progressão da fibrose. |
|---|---|
| Autores principais: | Lopes, Sara Fernandes Vieira |
| Assunto: | Sulfatos de heparano Heparanase Infeções víricas Hepatite C crónica Vírus da hepatite C |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Os Proteoglicanos de Sulfato de Heparano (HSPG) encontram-se presentes tanto na membrana celular como na matriz extracelular (MEC), sendo libertados e mobilizados pela ação das metaloproteinases (MMPs) e da Heparanase (HPSE). Estes proteoglicanos caracterizam-se pela sua carga negativa (conferida pelo grupo Sulfato de Heparano – HS) que lhes permite o sequestro de água e catiões (sódio e cálcio) e também pela capacidade de se ligarem a uma grande variedade de moléculas (tais como, proteínas da matriz extracelular, fatores de crescimento, citocinas e quimiocinas, tendo também sido demonstrado que funcionam como correcetores celulares para um grande número de vírus) e assim regular diversas funções biológicas. Este trabalho tem como objetivo rever evidências do papel dos sulfatos de heparano nos mecanismos patogénicos das infeções víricas, com especial enfoque no vírus da hepatite C. Como exemplo baseámo-nos num estudo realizado no Laboratório de Genética da FMUL para tentar entender a influência de um polimorfismo funcional (rs4693608) do gene da HPSE na progressão para os estadios de fibrose, numa amostra populacional com hepatite C crónica (HCC). Identificou-se que a idade e as atividades séricas dos enzimas ALP, AST, ALT e GGT se encontravam mais elevadas e o número de plaquetas diminuído, nos estadios de fibrose mais elevados (F3/4). Na associação genótipo e fenótipo intermédio, houve uma relação deste polimorfismo com níveis mais elevados de IMC, GGT e RNA. Concluindo-se, assim, através dos resultados obtidos das associações entre o fenótipo intermédio e o fenótipo distante, e também do genótipo com o fenótipo intermédio, que este polimorfismo afeta a progressão da fibrose. |
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