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Poliovírus circulante derivado da vacina oral contra a poliomielite : uma revisão narrativa
| Resumo: | A poliomielite é uma doença sem cura, causada por poliovírus, mas prevenível através da vacinação. A infeção pode não afetar o sistema nervoso central (SNC), levando a doença minor com sintomas ligeiros, contudo, caso seja afetado (1% dos casos) a doença pode levar a paralisia ou morte. Existem 3 serotipos selvagens de poliovírus, sendo que os tipos 2 e 3 já foram declarados como erradicados. Para além destes, existem poliovírus derivados da vacina oral (VDPV) a circular nas comunidades. Esta vacina contém poliovírus vivo atenuado que confere imunidade à pessoa que a recebe e aos seus contactos através de imunização indireta. No entanto, em comunidades com baixas taxas de vacinação, este vírus, ao disseminarse por várias crianças não protegidas, pode mutar e tornar-se neurovirulento, adquirindo a capacidade de afetar o SNC, passando a ser designado VDPV. Por volta de 2019 ocorreu um grande aumento do número de surtos de VDPV circulantes (cVDPV) pelo mundo, agravado pela pandemia COVID-19 em 2020, altura em que se teve de parar grande parte das ações contra a poliomielite, para diminuir o risco de transmissão do novo vírus. Atualmente, existem 35 surtos no mundo, quer seja por importação do vírus ou pela emergência e circulação de um novo cVDPV. Para controlar esta nova ameaça e conseguir alcançar a erradicação da poliomielite é essencial haver uma elevada cobertura vacinal de base contra poliovírus em todo o mundo, combater os surtos com campanhas de imunização eficazes e realizar vigilâncias de casos de poliomielite e do ambiente de forma a detetar o mais rápido possível a existência de transmissão de poliovírus, para que seja controlada precocemente. Para além disso, em 2020 foi aprovado o uso da nova vacina oral contra poliovírus tipo 2 (nOPV2) em situações de emergência, que tem obtido ótimos resultados. |
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| Autores principais: | Ramalhete, Manuel de Castro Nunes |
| Assunto: | Poliomielite Circulating vaccine-derived poliovirus (CVDPV) Prevenção Erradicação Novel oral polio vaccine (NOPV) Doenças transmissíveis |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A poliomielite é uma doença sem cura, causada por poliovírus, mas prevenível através da vacinação. A infeção pode não afetar o sistema nervoso central (SNC), levando a doença minor com sintomas ligeiros, contudo, caso seja afetado (1% dos casos) a doença pode levar a paralisia ou morte. Existem 3 serotipos selvagens de poliovírus, sendo que os tipos 2 e 3 já foram declarados como erradicados. Para além destes, existem poliovírus derivados da vacina oral (VDPV) a circular nas comunidades. Esta vacina contém poliovírus vivo atenuado que confere imunidade à pessoa que a recebe e aos seus contactos através de imunização indireta. No entanto, em comunidades com baixas taxas de vacinação, este vírus, ao disseminarse por várias crianças não protegidas, pode mutar e tornar-se neurovirulento, adquirindo a capacidade de afetar o SNC, passando a ser designado VDPV. Por volta de 2019 ocorreu um grande aumento do número de surtos de VDPV circulantes (cVDPV) pelo mundo, agravado pela pandemia COVID-19 em 2020, altura em que se teve de parar grande parte das ações contra a poliomielite, para diminuir o risco de transmissão do novo vírus. Atualmente, existem 35 surtos no mundo, quer seja por importação do vírus ou pela emergência e circulação de um novo cVDPV. Para controlar esta nova ameaça e conseguir alcançar a erradicação da poliomielite é essencial haver uma elevada cobertura vacinal de base contra poliovírus em todo o mundo, combater os surtos com campanhas de imunização eficazes e realizar vigilâncias de casos de poliomielite e do ambiente de forma a detetar o mais rápido possível a existência de transmissão de poliovírus, para que seja controlada precocemente. Para além disso, em 2020 foi aprovado o uso da nova vacina oral contra poliovírus tipo 2 (nOPV2) em situações de emergência, que tem obtido ótimos resultados. |
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