Publicação
A Diplomacia no Nuclear e as limitações da Agência Internacional de Energia Atómica
| Resumo: | Perante o desafio da proliferação nuclear estatal, esta dissertação analisa a posição da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) no contexto da não-proliferação que se pretende implementar. O desenvolvimento da tecnologia nuclear influenciou a vida internacional no pós-2ª Guerra Mundial e assim continua. Foi o risco de utilização desta energia para fins bélicos que impulsionou a criação da AIEA, ao qual foi atribuído o propósito de controlar e fiscalizar a tecnologia nuclear, direccionando as novas pretensões nucleares somente para fins pacíficos. Esta Agência é conhecida pelo seu conhecimento, imparcialidade e objectividade, o que lhe permitiu alcançar uma posição de extrema importância ao nível da segurança nuclear. Partindo da análise do contexto que levou à criação da AIEA, a dissertação discute a possibilidade da Agência, que é na sua essência de cariz técnico e científico, se tornar num actor político-diplomático. Esta hipótese é analisada à luz das teorias neo-realista e neo-liberal institucionalista das Relações Internacionais, que melhor explicam a vida internacional actualmente vigente no que concerne, em particular, à segurança nuclear internacional. Neste sentido, são analisados quer o aprofundamento de um regime de não-proliferação, que implica o entendimento entre os estados por via de organizações internacionais, onde se destaca a AIEA, quer dois casos de proliferação nuclear estatal, Coreia do Norte e Irão, que atestam a priorização dos respectivos interesses nacionais. Conclui-se que a AIEA não se deve tornar num actor político, pois torná-la-ia susceptível aos interesses estatais, corrompendo o sistema de não-proliferação. A dissertação conclui que a Agência representa um baluarte imprescindível para a cooperação internacional, ao nível da não-proliferação nuclear, mantendo equilibrada a soberania dos estados, ao respeitar a autonomia que lhe atribuem, e a vontade da sociedade internacional em controlar a não-proliferação nuclear, pelo que seria imprudente alterar as suas competências para além do pendor técnico-científico. |
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| Autores principais: | Cristóvão, Sara Albuquerque |
| Assunto: | Segurança nuclear internacional Hard Power Balança de poderes Proliferação nuclear Política nuclear Diplomacia nuclear International Nuclear Security Hard Power Balance of power Nuclear proliferation Nuclear policy Nuclear diplomacy |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Perante o desafio da proliferação nuclear estatal, esta dissertação analisa a posição da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) no contexto da não-proliferação que se pretende implementar. O desenvolvimento da tecnologia nuclear influenciou a vida internacional no pós-2ª Guerra Mundial e assim continua. Foi o risco de utilização desta energia para fins bélicos que impulsionou a criação da AIEA, ao qual foi atribuído o propósito de controlar e fiscalizar a tecnologia nuclear, direccionando as novas pretensões nucleares somente para fins pacíficos. Esta Agência é conhecida pelo seu conhecimento, imparcialidade e objectividade, o que lhe permitiu alcançar uma posição de extrema importância ao nível da segurança nuclear. Partindo da análise do contexto que levou à criação da AIEA, a dissertação discute a possibilidade da Agência, que é na sua essência de cariz técnico e científico, se tornar num actor político-diplomático. Esta hipótese é analisada à luz das teorias neo-realista e neo-liberal institucionalista das Relações Internacionais, que melhor explicam a vida internacional actualmente vigente no que concerne, em particular, à segurança nuclear internacional. Neste sentido, são analisados quer o aprofundamento de um regime de não-proliferação, que implica o entendimento entre os estados por via de organizações internacionais, onde se destaca a AIEA, quer dois casos de proliferação nuclear estatal, Coreia do Norte e Irão, que atestam a priorização dos respectivos interesses nacionais. Conclui-se que a AIEA não se deve tornar num actor político, pois torná-la-ia susceptível aos interesses estatais, corrompendo o sistema de não-proliferação. A dissertação conclui que a Agência representa um baluarte imprescindível para a cooperação internacional, ao nível da não-proliferação nuclear, mantendo equilibrada a soberania dos estados, ao respeitar a autonomia que lhe atribuem, e a vontade da sociedade internacional em controlar a não-proliferação nuclear, pelo que seria imprudente alterar as suas competências para além do pendor técnico-científico. |
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