Publicação
Caracterização de doentes idosos com fratura da extremidade proximal do fémur internados numa unidade de ortogeriatria em Portugal
| Resumo: | Introdução A fratura da extremidade proximal (FEP) do fémur é cada vez mais prevalente nos idosos devido ao envelhecimento da população e ao consequente aumento da osteoporose e do risco de quedas. Esta situação provoca declínio funcional e cognitivo bem como elevada taxa de mortalidade. As Unidades de Ortogeriatria (UOG) têm demonstrado reduzir o tempo de espera para cirurgia, a duração de internamento, as complicações perioperatórias e a mortalidade e aumentar a recuperação do nível de marcha. Objetivos Caracterizar a população idosa com FEP do fémur internada numa UOG. Métodos Estudo retrospetivo dos doentes com 65 ou mais anos com alta entre junho de 2016 e março de 2017. Resultados Foram incluídos 178 doentes: idade média de 83,8 anos; 78,1% do sexo feminino; 78,1% a viver no domicílio. 81,7% dos doentes apresentavam independência ou dependência ligeira nas actividades básicas de vida diária (Escala de Barthel) e 31,8% dependência total nas actividades instrumentais de vida diária (Escala de Lawton & Brody); 62,3% tinham função cognitiva preservada (Global Deterioration Scale); 70,5% eram autónomos pela Classificação Funcional da Marcha de Holden, embora 48,9% utilizassem auxiliar de locomoção; 84,8% consumia medicação com potencial aumento do risco de queda. 96,1% dos doentes foram operados, sendo o tempo médio para cirurgia 4,3 dias e a duração média de internamento 17,2 dias. As principais complicações no internamento foram: delirium (31,5%); anemia (82%); dor (87%). À data de alta, 42% realizava marcha com andarilho e 53,8% dos doentes teve alta para domicílio. A taxa de mortalidade no internamento foi 5,1%. Conclusões A FEP do fémur é muito comum nos idosos e evidencia simultaneamente um padrão de doente que representa o paradigma do doente geriátrico frágil e o potencial benefício na abordagem interdisciplinar centrada nas características particulares desta faixa etária, integrando profissionais com competência em geriatria. |
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| Autores principais: | Ferreira, Inês Margarida Miguéis |
| Assunto: | Ortogeriatria Fraturas da extremidade proximal do fémur Avaliação geriátrica global |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução A fratura da extremidade proximal (FEP) do fémur é cada vez mais prevalente nos idosos devido ao envelhecimento da população e ao consequente aumento da osteoporose e do risco de quedas. Esta situação provoca declínio funcional e cognitivo bem como elevada taxa de mortalidade. As Unidades de Ortogeriatria (UOG) têm demonstrado reduzir o tempo de espera para cirurgia, a duração de internamento, as complicações perioperatórias e a mortalidade e aumentar a recuperação do nível de marcha. Objetivos Caracterizar a população idosa com FEP do fémur internada numa UOG. Métodos Estudo retrospetivo dos doentes com 65 ou mais anos com alta entre junho de 2016 e março de 2017. Resultados Foram incluídos 178 doentes: idade média de 83,8 anos; 78,1% do sexo feminino; 78,1% a viver no domicílio. 81,7% dos doentes apresentavam independência ou dependência ligeira nas actividades básicas de vida diária (Escala de Barthel) e 31,8% dependência total nas actividades instrumentais de vida diária (Escala de Lawton & Brody); 62,3% tinham função cognitiva preservada (Global Deterioration Scale); 70,5% eram autónomos pela Classificação Funcional da Marcha de Holden, embora 48,9% utilizassem auxiliar de locomoção; 84,8% consumia medicação com potencial aumento do risco de queda. 96,1% dos doentes foram operados, sendo o tempo médio para cirurgia 4,3 dias e a duração média de internamento 17,2 dias. As principais complicações no internamento foram: delirium (31,5%); anemia (82%); dor (87%). À data de alta, 42% realizava marcha com andarilho e 53,8% dos doentes teve alta para domicílio. A taxa de mortalidade no internamento foi 5,1%. Conclusões A FEP do fémur é muito comum nos idosos e evidencia simultaneamente um padrão de doente que representa o paradigma do doente geriátrico frágil e o potencial benefício na abordagem interdisciplinar centrada nas características particulares desta faixa etária, integrando profissionais com competência em geriatria. |
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