| Resumo: | O propósito deste estudo era compreender e aprofundar práticas avaliativas de professores de Matemática do ensino secundário que contribuíssem para a promoção de uma atitude autorreguladora do aluno, face à sua aprendizagem matemática. A atenção dada à autorregulação da aprendizagem matemática justifica-se pela relevância que apresenta na aprendizagem, em particular, no sucesso nas tarefas matemáticas que o professor propõe. Para tal, foram formuladas as seguintes questões: Qual a natureza e as características das práticas avaliativas de professores de Matemática, trabalhadas num contexto de trabalho de natureza colaborativa, que procuram promover a autorregulação da aprendizagem? De que forma os professores de Matemática procuram integrar as práticas avaliativas para promover a autorregulação no quotidiano da sala de aula? De que modo as práticas avaliativas desenvolvidas contribuem para promover a autorregulação das aprendizagens matemáticas? Que constrangimentos encontram os professores de Matemática para a promoção de atitudes autorreguladoras da aprendizagem matemática? Como procuram ultrapassá-los? O contexto de trabalho de natureza colaborativa, durante dois anos letivos, consistiu na planificação, concretização e reflexão de duas práticas avaliativas: a interação professor – alunos na aula e o relatório escrito em duas fases. Numa perspetiva interpretativa, a metodologia qualitativa permitiu aceder à realidade observada, na qual participei. Foram estudados dois professores de Matemática, como estudo de casos. A recolha de dados incluiu a observação de sessões de trabalho e de aulas, a entrevista e a recolha documental. A análise de dados decorreu de forma integrativa, analítica, criadora e intuitiva. Das principais conclusões, destaco: nas práticas avaliativas verificam-se evoluções para uma perspetiva de avaliação centrada no aluno, assumindo uma abrangência que ultrapassa a autoavaliação; a autorregulação desenvolve-se ao longo do tempo através de práticas avaliativas que privilegiam a avaliação formativa; não se identificam diferenças significativas na promoção da autorregulação em Trigonometria, em Geometria ou em Funções; os professores apresentam dificuldades na atribuição de feedback e na sua diversificação; o recurso a uma tabela de descritores ajuda à responsabilização dos alunos e favorece a atribuição de feedback. |