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Modelação geográfica e superfícies de adequabilidade à presença do nemátodo da madeira do pinheiro Bursaphelenchus xylophilus em Portugal Continental

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O Bursaphelenchus xylophilus, mais conhecido por Nemátodo da Madeira do Pinheiro (NMP), foi introduzido em Portugal Continental no ano de 1999. Esta espécie, nativa dos Estados Unidos da América, chegou a Portugal através de madeira infetada proveniente dos países asiáticos, nomeadamente do Japão, país onde o nemátodo tem causado grandes prejuízos a nível económico e ambiental. A distribuição deste verme microscópico em Portugal Continental é feita através do vetor Monochamus galloprovincialis, sendo o hospedeiro a espécie Pinus pinaster com uma grande área de ocupação em Portugal. Com o intuito de calcular a adequabilidade de presença do NMP em Portugal Continental foram integradas, em Sistemas de Informação Geográfica (SIG), diversas variáveis espaciais consideradas representativas de fatores que infuenciam a adequabilidade ao NMP, assim como a sua dispersão: temperatura (máxima média do trimestre mais quente e mínima média do trimestre mais frio), densidade de áreas florestais de coníferas, precipitação anual média e distância às estradas. Com base nestas variáveis espaciais, foram produzidos diversos modelos - de adequabilidade climática e bioclimática, de expansão, correlativo e gravítico (neste, com a utilização adicional da atividade madeireira por concelho) - baseados em dados de áreas afetadas e de dados de presença. Os resultados dos vários modelos permitiram obter diferentes níveis de adequabilidade à presença do NMP e determinar as áreas mais suscetíveis à sua ocorrência futura. Constata-se que o território de Portugal Continental é, em geral, propício ao desenvolvimento e expansão do NMP; no entanto, o padrão da sua evolução temporal e espacial só pode ser compreendido através da integração da atividade humana, como fator difusor desta espécie invasiva.
Autores principais:Santos, José Pedro Gonçalves dos, 1983-
Assunto:Nemátodo do pinheiro - Portugal - Modelos matemáticos Nicho ecológico - Modelos matemáticos Pinheiro - Pragas - Portugal - Modelos matemáticos Teses de mestrado - 2012
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O Bursaphelenchus xylophilus, mais conhecido por Nemátodo da Madeira do Pinheiro (NMP), foi introduzido em Portugal Continental no ano de 1999. Esta espécie, nativa dos Estados Unidos da América, chegou a Portugal através de madeira infetada proveniente dos países asiáticos, nomeadamente do Japão, país onde o nemátodo tem causado grandes prejuízos a nível económico e ambiental. A distribuição deste verme microscópico em Portugal Continental é feita através do vetor Monochamus galloprovincialis, sendo o hospedeiro a espécie Pinus pinaster com uma grande área de ocupação em Portugal. Com o intuito de calcular a adequabilidade de presença do NMP em Portugal Continental foram integradas, em Sistemas de Informação Geográfica (SIG), diversas variáveis espaciais consideradas representativas de fatores que infuenciam a adequabilidade ao NMP, assim como a sua dispersão: temperatura (máxima média do trimestre mais quente e mínima média do trimestre mais frio), densidade de áreas florestais de coníferas, precipitação anual média e distância às estradas. Com base nestas variáveis espaciais, foram produzidos diversos modelos - de adequabilidade climática e bioclimática, de expansão, correlativo e gravítico (neste, com a utilização adicional da atividade madeireira por concelho) - baseados em dados de áreas afetadas e de dados de presença. Os resultados dos vários modelos permitiram obter diferentes níveis de adequabilidade à presença do NMP e determinar as áreas mais suscetíveis à sua ocorrência futura. Constata-se que o território de Portugal Continental é, em geral, propício ao desenvolvimento e expansão do NMP; no entanto, o padrão da sua evolução temporal e espacial só pode ser compreendido através da integração da atividade humana, como fator difusor desta espécie invasiva.