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O papel dos inibidores da monoamino oxidase nas doenças neurodegenerativas

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Resumo:As Doenças Neurodegenerativas são uma realidade cada vez mais frequente com o aumento da população envelhecida. As patologias mais comuns são a Doença de Parkinson e a Doença de Alzheimer. Estas doenças afetam a qualidade de vida dos doentes e, desta forma, é cada vez mais significativa a importância das terapêuticas existentes para melhorar a sintomatologia associada. Uma das terapêuticas que se destaca são os inibidores da Monoamino Oxidase, que tanto atuam na Doença de Alzheimer como na Doença de Parkinson. A MAO é uma flavoenzima com duas isoformas (MAO-A e MAO-B) que está envolvida na desaminação oxidativa de monoaminas. No caso da MAO-A, os substratos são principalmente a noradrenalina e a serotonina, enquanto na MAO-B é a dopamina. Na DP a dopamina encontra-se diminuída, logo os inibidores da MAO-B terão uma atividade terapêutica antiparkinsónica. Os iMAO-B mais utilizados são a selegilina e a rasagilina. Relativamente à Doença de Alzheimer, os níveis de serotonina e noradrenalina encontram-se diminuídos. Isto acontece porque com o envelhecimento há um aumento da ação da MAO que está envolvida na metabolização destes neurotransmissores. Daí resulta a depressão, um dos sintomas mais comuns nos indivíduos com Doença de Alzheimer. Uma vez que a MAO-A é a isoforma que atua sobre estes substratos, os seus inibidores terão uma atividade antidepressiva.
Autores principais:Cabrita, Manuel Francisco Varela das Fontes
Assunto:Doenças neurodegenerativas Monoamino oxidase Inibidores monoamino oxidase-A Inibidores monoamino oxidase-B Mestrado Integrado - 2017
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As Doenças Neurodegenerativas são uma realidade cada vez mais frequente com o aumento da população envelhecida. As patologias mais comuns são a Doença de Parkinson e a Doença de Alzheimer. Estas doenças afetam a qualidade de vida dos doentes e, desta forma, é cada vez mais significativa a importância das terapêuticas existentes para melhorar a sintomatologia associada. Uma das terapêuticas que se destaca são os inibidores da Monoamino Oxidase, que tanto atuam na Doença de Alzheimer como na Doença de Parkinson. A MAO é uma flavoenzima com duas isoformas (MAO-A e MAO-B) que está envolvida na desaminação oxidativa de monoaminas. No caso da MAO-A, os substratos são principalmente a noradrenalina e a serotonina, enquanto na MAO-B é a dopamina. Na DP a dopamina encontra-se diminuída, logo os inibidores da MAO-B terão uma atividade terapêutica antiparkinsónica. Os iMAO-B mais utilizados são a selegilina e a rasagilina. Relativamente à Doença de Alzheimer, os níveis de serotonina e noradrenalina encontram-se diminuídos. Isto acontece porque com o envelhecimento há um aumento da ação da MAO que está envolvida na metabolização destes neurotransmissores. Daí resulta a depressão, um dos sintomas mais comuns nos indivíduos com Doença de Alzheimer. Uma vez que a MAO-A é a isoforma que atua sobre estes substratos, os seus inibidores terão uma atividade antidepressiva.