Publicação
A História na Faculdade de Letras de Lisboa : 1911-1930
| Resumo: | Nos primórdios da I República portuguesa, a par de novas escolas universitárias, a criação da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, na Primavera de 1911, veio abrir um novo ciclo no ensino e na divulgação da História em Portugal. O pioneiro, mas exíguo, Curso Superior de Letras dava lugar a uma instituição que procurava desenvolver a formação dos professores de liceu e o incremento do trabalho historiográfico no país. Ocupando um lugar de destaque no seio da Faculdade, a História foi obrigada a associar-se a outras ciências, primeiro a Geografia e depois a Filosofia. Os cursos de Ciências Históricas, existentes entre 1911 e 1930, foram sendo constantemente alterados pelas quatro reformas curriculares impostas às faculdades de Letras (1911, 1918, 1926 e 1930). Demonstrando a própria instabilidade política que o país viveu durante a Primeira República, a Ditadura Militar e o início do Estado Novo, as reformas procuraram adaptar o ensino às concepções que cada vertente política defendia. A ligação à Geografia demonstra uma concepção de História na qual esta é incompreensível sem o auxílio dos estudos geográficos. Seguidamente, a subordinação da Filosofia, poderia representar uma perspectiva ultrapassada de Filosofia da História, ou simplesmente a desnecessária existência de um curso filosófico sem alunos. Nos Cursos de Ciências Históricas, o trabalho dos professores de História, de pensamento liberal ou republicano, confirmou a existência de duas perspectivas historiográficas pouco relacionadas com uma historiografia conservadora ou marcada por um nacionalismo exclusivista, numa altura de crise da I República e de endurecimento da Ditadura Militar. A historiografia de influência positivista e republicana vai manter um cariz crítico e propagandístico, enquanto a dominante historiografia erudita e metódica reafirma a importância das fontes documentais, sem espaço para especulações filosóficas ou ideo |
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| Autores principais: | Dores, Hugo Gonçalves |
| Assunto: | Ensino superior História da educação Teses de mestrado História - Estudo e ensino - Portugal Universidade de Lisboa. Faculdade de Letras |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Nos primórdios da I República portuguesa, a par de novas escolas universitárias, a criação da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, na Primavera de 1911, veio abrir um novo ciclo no ensino e na divulgação da História em Portugal. O pioneiro, mas exíguo, Curso Superior de Letras dava lugar a uma instituição que procurava desenvolver a formação dos professores de liceu e o incremento do trabalho historiográfico no país. Ocupando um lugar de destaque no seio da Faculdade, a História foi obrigada a associar-se a outras ciências, primeiro a Geografia e depois a Filosofia. Os cursos de Ciências Históricas, existentes entre 1911 e 1930, foram sendo constantemente alterados pelas quatro reformas curriculares impostas às faculdades de Letras (1911, 1918, 1926 e 1930). Demonstrando a própria instabilidade política que o país viveu durante a Primeira República, a Ditadura Militar e o início do Estado Novo, as reformas procuraram adaptar o ensino às concepções que cada vertente política defendia. A ligação à Geografia demonstra uma concepção de História na qual esta é incompreensível sem o auxílio dos estudos geográficos. Seguidamente, a subordinação da Filosofia, poderia representar uma perspectiva ultrapassada de Filosofia da História, ou simplesmente a desnecessária existência de um curso filosófico sem alunos. Nos Cursos de Ciências Históricas, o trabalho dos professores de História, de pensamento liberal ou republicano, confirmou a existência de duas perspectivas historiográficas pouco relacionadas com uma historiografia conservadora ou marcada por um nacionalismo exclusivista, numa altura de crise da I República e de endurecimento da Ditadura Militar. A historiografia de influência positivista e republicana vai manter um cariz crítico e propagandístico, enquanto a dominante historiografia erudita e metódica reafirma a importância das fontes documentais, sem espaço para especulações filosóficas ou ideo |
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