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As Tiranias Sicilianas do Início do Século V a.C.: Aspetos Ideológicos do Poder: Parte III – Híeron

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A tirania de Híeron, ocorrida num contexto mais estabilizado do que a do seu irmão Gélon e a de Hipócrates, é uma ocasião para colocar em questão a existência de regras de sucessão dinástica. É também um momento em que é posta à prova a celebração de alianças entre casas tirânicas através de casamentos em que a parte mais fraca dá uma filha como sinal de submissão ou de inferioridade. Híeron, por outro lado, reafirma o seu poder revelando pretensões monárquicas e socorrendo-se das soluções já antes experimentadas pelo seu irmão, nomeadamente recrutando mercenários, deslocando populações, refundando cidades. Recorre também ao canto do poeta epinício, procurando para isso as vitórias hípicas, que obtém com alguma frequência nos jogos pan-helénicos. Não obstante, o respeito pelas instituições cívicas é uma constante, afirmado em particular nas dedicatórias aos santuários pan-helénicos, em que as fórmulas utilizadas referem como dedicadores os próprios cidadãos.
Autores principais:Carmo, Filipe
Assunto:Alianças entre Tiranos Sucessão Dinástica Centralização do Poder Jogos pan-helénicos
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A tirania de Híeron, ocorrida num contexto mais estabilizado do que a do seu irmão Gélon e a de Hipócrates, é uma ocasião para colocar em questão a existência de regras de sucessão dinástica. É também um momento em que é posta à prova a celebração de alianças entre casas tirânicas através de casamentos em que a parte mais fraca dá uma filha como sinal de submissão ou de inferioridade. Híeron, por outro lado, reafirma o seu poder revelando pretensões monárquicas e socorrendo-se das soluções já antes experimentadas pelo seu irmão, nomeadamente recrutando mercenários, deslocando populações, refundando cidades. Recorre também ao canto do poeta epinício, procurando para isso as vitórias hípicas, que obtém com alguma frequência nos jogos pan-helénicos. Não obstante, o respeito pelas instituições cívicas é uma constante, afirmado em particular nas dedicatórias aos santuários pan-helénicos, em que as fórmulas utilizadas referem como dedicadores os próprios cidadãos.