Publicação
Contextos relacionais na adaptação à maternidade : estudo da influência das relações afectivas com os pais durante a infância e adolescência e do suporte social na idade adulta
| Resumo: | A utilização de uma perspectiva desenvolvimentista tem-se revelado fértil, nos trabalhos empíricos e debates suscitados, como grelha de leitura para conceptualizar a transição para a maternidade. Neste contexto, a reavaliação das relações, passadas e actuais, com a família de origem, nomeadamente com a mãe e o pai, e a disponibilidade de suporte social, têm sido consistentemente associadas à qualidade da adaptação na transição para a maternidade. Neste trabalho, apresenta-se uma investigação empírica com 219 mulheres, mães de recém-nascidos, em que se procurou avaliar a adaptação à maternidade através de indicadores de saúde mental, reactividade emocional, stress percebido e realização materna. Dos nossos resultados, destacaríamos que: (a) ter sido rejeitado e sobreprotegido por ambos os progenitores parece funcionar como um factor de vulnerabilidade na adaptação à maternidade; (b) o número de figuras de suporte indicadas no círculo de proximidade intermédia e a satisfação global com o suporte recebido do companheiro e do pai parecem funcionar como factores de protecção na adaptação à maternidade; (c) a proximidade emocional à mãe parece ser simultaneamente um factor de protecção e de vulnerabilidade na adaptação à maternidade; e (d) apenas a rejeição da mãe, o número de figuras de suporte indicadas no círculo de proximidade intermédia e a satisfação global com o suporte recebido do companheiro surgem como variáveis preditoras da adaptação à maternidade. São retiradas implicações do ponto de vista de intervenção psicológica para esta fase do ciclo de vida. |
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| Autores principais: | Monteiro, Sara Otília Marques, 1979- |
| Assunto: | Teses de mestrado - 2005 Maternidade - relação Suporte social Relações afectivas |
| Ano: | 2005 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A utilização de uma perspectiva desenvolvimentista tem-se revelado fértil, nos trabalhos empíricos e debates suscitados, como grelha de leitura para conceptualizar a transição para a maternidade. Neste contexto, a reavaliação das relações, passadas e actuais, com a família de origem, nomeadamente com a mãe e o pai, e a disponibilidade de suporte social, têm sido consistentemente associadas à qualidade da adaptação na transição para a maternidade. Neste trabalho, apresenta-se uma investigação empírica com 219 mulheres, mães de recém-nascidos, em que se procurou avaliar a adaptação à maternidade através de indicadores de saúde mental, reactividade emocional, stress percebido e realização materna. Dos nossos resultados, destacaríamos que: (a) ter sido rejeitado e sobreprotegido por ambos os progenitores parece funcionar como um factor de vulnerabilidade na adaptação à maternidade; (b) o número de figuras de suporte indicadas no círculo de proximidade intermédia e a satisfação global com o suporte recebido do companheiro e do pai parecem funcionar como factores de protecção na adaptação à maternidade; (c) a proximidade emocional à mãe parece ser simultaneamente um factor de protecção e de vulnerabilidade na adaptação à maternidade; e (d) apenas a rejeição da mãe, o número de figuras de suporte indicadas no círculo de proximidade intermédia e a satisfação global com o suporte recebido do companheiro surgem como variáveis preditoras da adaptação à maternidade. São retiradas implicações do ponto de vista de intervenção psicológica para esta fase do ciclo de vida. |
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