Publicação
Influência do ângulo crítico do ombro na ocorrência e recorrência da instabilidade da articulação glenoumeral
| Resumo: | Introdução: Muitos parâmetros estruturais ósseos influenciam o comportamento de patologias do ombro, como o ângulo crítico do ombro (ACO), cuja importância é reconhecida em diversas doenças degenerativas.(1) Por outro lado, a instabilidade da articulação glenoumeral é uma entidade muito frequente e a sua recorrência depende de diversos fatores. O presente estudo investigou a influência do ACO na ocorrência e recorrência da instabilidade glenoumeral, avaliando este parâmetro em ombros com instabilidade glenoumeral e analisando a relação entre este e o número de episódios de instabilidade em cada ombro. Métodos: Este foi um estudo observacional retrospetivo. Com recurso a uma amostra de 34 ombros, foi feita uma medição do ACO nas respetivas radiografias anteroposteriores e uma análise descritiva e estatística dos dados obtidos. Avaliou-se a demografia do ACO nessa amostra e a relação entre os seus valores médios e o número de episódios de instabilidade em cada ombro (com recurso às análises de regressão linear e não linear e ao teste de correlação de Pearson). Resultados: A média dos ACO apurados foi de 38,61º com desvio padrão de 4,96º. Foram contabilizados 12 ombros com ACO inferior a 35º e 22 com ACO superior a 35º. A variável “ACO médio” seguiu uma distribuição normal, ao contrário da variável “Número de episódios de instabilidade”. As análises de regressão linear e não linear e o teste de correlação de Pearson não demonstraram a existência de relação entre as duas variáveis. Discussão: Os resultados obtidos sugeriram que doentes com instabilidade glenoumeral têm uma preponderância de ACO superiores ao intervalo considerado normal, mas que o número de episódios de instabilidade é independente do ACO. A importância clínica deste estudo prende-se com a investigação de mais fatores com influência na instabilidade glenoumeral e na sua recorrência, já que esta compreensão é fulcral para a abordagem terapêutica desta entidade. |
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| Autores principais: | Jorge, Ana Filipa Forjaco |
| Assunto: | Ângulo crítico do ombro Instabilidade glenoumeral Ortopedia |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: Muitos parâmetros estruturais ósseos influenciam o comportamento de patologias do ombro, como o ângulo crítico do ombro (ACO), cuja importância é reconhecida em diversas doenças degenerativas.(1) Por outro lado, a instabilidade da articulação glenoumeral é uma entidade muito frequente e a sua recorrência depende de diversos fatores. O presente estudo investigou a influência do ACO na ocorrência e recorrência da instabilidade glenoumeral, avaliando este parâmetro em ombros com instabilidade glenoumeral e analisando a relação entre este e o número de episódios de instabilidade em cada ombro. Métodos: Este foi um estudo observacional retrospetivo. Com recurso a uma amostra de 34 ombros, foi feita uma medição do ACO nas respetivas radiografias anteroposteriores e uma análise descritiva e estatística dos dados obtidos. Avaliou-se a demografia do ACO nessa amostra e a relação entre os seus valores médios e o número de episódios de instabilidade em cada ombro (com recurso às análises de regressão linear e não linear e ao teste de correlação de Pearson). Resultados: A média dos ACO apurados foi de 38,61º com desvio padrão de 4,96º. Foram contabilizados 12 ombros com ACO inferior a 35º e 22 com ACO superior a 35º. A variável “ACO médio” seguiu uma distribuição normal, ao contrário da variável “Número de episódios de instabilidade”. As análises de regressão linear e não linear e o teste de correlação de Pearson não demonstraram a existência de relação entre as duas variáveis. Discussão: Os resultados obtidos sugeriram que doentes com instabilidade glenoumeral têm uma preponderância de ACO superiores ao intervalo considerado normal, mas que o número de episódios de instabilidade é independente do ACO. A importância clínica deste estudo prende-se com a investigação de mais fatores com influência na instabilidade glenoumeral e na sua recorrência, já que esta compreensão é fulcral para a abordagem terapêutica desta entidade. |
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