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Estudo retrospetivo da eficácia e efeitos adversos da administração intravesical de carboplatina associada a anti-inflamatórios não esteróides em canídeos com carcinoma do urotélio da bexiga

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Atualmente, o carcinoma do urotélio (CU) corresponde a cerca de 1 a 2% de todos os tipos de neoplasia que afetam os canídeos. Apesar desta baixa incidência, no momento do diagnóstico, 20 a 37% das neoplasias já apresentam metástases, 58% apresenta um caráter difuso e 60% apresentam-se localizados no trígono, factos estes que dificultam a sua remoção cirúrgica. Para além da cirurgia, a quimioterapia apresenta-se como uma das melhores opções terapêuticas. Uma vez que os canídeos se apresentam como um modelo para o CU humano, é importante que a investigação continue para que seja possível atribuir ao Homem e aos animais maior qualidade de vida e por mais tempo. Em Medicina Humana a quimioterapia intravesical está já bastante vulgarizada. Contudo, em Medicina Veterinária são poucos os estudos que avaliaram esta terapêutica no tratamento de CU. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a resposta tumoral de CU à terapêutica com administração intravesical de carboplatina associada a anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). No estudo retrospetivo foram incluídos dez canídeos com CU confirmado por citologia e/ou histopatologia. A administração intravesical de carboplatina (300mg/m2) foi efetuada a cada três semanas, concomitantemente com a administração diária de AINE. Observou-se uma resposta completa (RC) - regressão de todas as massas mensuráveis à ecografia - em quatro dos dez canídeos incluídos no estudo e resposta parcial (RP) - ≥ 30% de diminuição na soma dos tamanhos das massas mensuráveis à ecografia e não aparecimento de novas massas - em um. O tempo mediano de sobrevida (TMS) não foi calculado, uma vez que 60% dos animais se encontravam vivos à data de término do estudo. Todavia, o tempo de sobrevida (TS) variou entre os 130 e os 998 dias. O tamanho reduzido da amostra impossibilitou a obtenção de resultados mais robustos necessários à validação deste protocolo terapêutico como opção de tratamento de canídeos com CU. Contudo, e em face a uma taxa de resposta (TR) de 50%, este protocolo apresenta-se como uma opção a considerar no tratamento de canídeos com CU, não excluindo a necessidade de novos estudos com amostras maiores, bem como possíveis ajustes na posologia.
Autores principais:Rodrigues, Inês Costa
Assunto:Canídeo carboplatina carcinoma do urotélio (CU) intravesical taxa de resposta (TR) dogs carboplatin urothelial carcinoma (UC) intravesical response rate (RR)
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Atualmente, o carcinoma do urotélio (CU) corresponde a cerca de 1 a 2% de todos os tipos de neoplasia que afetam os canídeos. Apesar desta baixa incidência, no momento do diagnóstico, 20 a 37% das neoplasias já apresentam metástases, 58% apresenta um caráter difuso e 60% apresentam-se localizados no trígono, factos estes que dificultam a sua remoção cirúrgica. Para além da cirurgia, a quimioterapia apresenta-se como uma das melhores opções terapêuticas. Uma vez que os canídeos se apresentam como um modelo para o CU humano, é importante que a investigação continue para que seja possível atribuir ao Homem e aos animais maior qualidade de vida e por mais tempo. Em Medicina Humana a quimioterapia intravesical está já bastante vulgarizada. Contudo, em Medicina Veterinária são poucos os estudos que avaliaram esta terapêutica no tratamento de CU. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a resposta tumoral de CU à terapêutica com administração intravesical de carboplatina associada a anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). No estudo retrospetivo foram incluídos dez canídeos com CU confirmado por citologia e/ou histopatologia. A administração intravesical de carboplatina (300mg/m2) foi efetuada a cada três semanas, concomitantemente com a administração diária de AINE. Observou-se uma resposta completa (RC) - regressão de todas as massas mensuráveis à ecografia - em quatro dos dez canídeos incluídos no estudo e resposta parcial (RP) - ≥ 30% de diminuição na soma dos tamanhos das massas mensuráveis à ecografia e não aparecimento de novas massas - em um. O tempo mediano de sobrevida (TMS) não foi calculado, uma vez que 60% dos animais se encontravam vivos à data de término do estudo. Todavia, o tempo de sobrevida (TS) variou entre os 130 e os 998 dias. O tamanho reduzido da amostra impossibilitou a obtenção de resultados mais robustos necessários à validação deste protocolo terapêutico como opção de tratamento de canídeos com CU. Contudo, e em face a uma taxa de resposta (TR) de 50%, este protocolo apresenta-se como uma opção a considerar no tratamento de canídeos com CU, não excluindo a necessidade de novos estudos com amostras maiores, bem como possíveis ajustes na posologia.