Publicação
O contributo do tabaco no cancro do colo do útero
| Resumo: | O cancro do colo do útero é a segunda causa mais frequente de morte nas mulheres em todo o mundo. Vários estudos epidemiológicos confirmam o HPV-HR (Human Papillomavirus high risk-Papilomavírus Humano de alto risco) como o primeiro fator de risco do cancro do colo do útero. No entanto, a infeção por HPV é insuficiente para o desenvolvimento da neoplasia e o tabaco parece ser um importante fator de risco associado. Os principais objetivos deste trabalho foram reunir informação atual, com base na revisão de vários artigos científicos, sobre: i) o papel do HPV no cancro do colo do útero, ii) o impato do tabaco e dos dos seus componentes na etiopatogenia da doença, iii) a interface entre a imunidade e a genética como prevenção e tratamento do cancro ligado aos hábitos tabágicos e iv) potenciais biomarcadores associados ao fumo do cigarro. Parece haver fortes evidências que a atividade mutagénica dos componentes do tabaco pode contribuir para a persistência da infeção e/ou malignidade do HPV e para a supressão do sistema imunológico, interferindo com as células Natural Killer e de Langerhans. Por outro lado, a susceptibilidade individual é influenciada pelas interações gene-ambiente. Os genes COX-2 e Ki-67 ou p53, FHIT e Interleucina-10, parecem ter um feedback positivo ou negativo, respetivamente, na proliferação celular anormal. Finalmente a modulação dos polimorfismos do risco para o desenvolvimento do cancro devida ao tabagismo deverá ser considerada na prevenção mais eficaz desta patologia. A interrupção de comportamentos de risco, hábitos tabágicos, deverá ser incluída na prevenção primária e secundária das infeções pelo HPV. |
|---|---|
| Autores principais: | Lucas, Filipa Ribeiro Crespo |
| Assunto: | Cancro do colo do útero Vírus do papiloma humano (VPH) Tabaco Células natural killer Células de Langerhans Imunidade genética |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O cancro do colo do útero é a segunda causa mais frequente de morte nas mulheres em todo o mundo. Vários estudos epidemiológicos confirmam o HPV-HR (Human Papillomavirus high risk-Papilomavírus Humano de alto risco) como o primeiro fator de risco do cancro do colo do útero. No entanto, a infeção por HPV é insuficiente para o desenvolvimento da neoplasia e o tabaco parece ser um importante fator de risco associado. Os principais objetivos deste trabalho foram reunir informação atual, com base na revisão de vários artigos científicos, sobre: i) o papel do HPV no cancro do colo do útero, ii) o impato do tabaco e dos dos seus componentes na etiopatogenia da doença, iii) a interface entre a imunidade e a genética como prevenção e tratamento do cancro ligado aos hábitos tabágicos e iv) potenciais biomarcadores associados ao fumo do cigarro. Parece haver fortes evidências que a atividade mutagénica dos componentes do tabaco pode contribuir para a persistência da infeção e/ou malignidade do HPV e para a supressão do sistema imunológico, interferindo com as células Natural Killer e de Langerhans. Por outro lado, a susceptibilidade individual é influenciada pelas interações gene-ambiente. Os genes COX-2 e Ki-67 ou p53, FHIT e Interleucina-10, parecem ter um feedback positivo ou negativo, respetivamente, na proliferação celular anormal. Finalmente a modulação dos polimorfismos do risco para o desenvolvimento do cancro devida ao tabagismo deverá ser considerada na prevenção mais eficaz desta patologia. A interrupção de comportamentos de risco, hábitos tabágicos, deverá ser incluída na prevenção primária e secundária das infeções pelo HPV. |
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