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Linguagens de modelação para descrever processos e dinâmicas de ensino e de aprendizagem em e-learning no ensino superior

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O planeamento das práticas de ensino e de aprendizagem é um aspeto crítico na educação, em especial no e-learning. Atualmente existem linguagens de modelação formal que tentam sistematizar o processo de representação de objetos de aprendizagem. Para o efeito, a linguagem mais adotada, apontada como mais robusta até atualmente é a IMS-LD, que vê representadas algumas das suas instanciações em ferramentas de autoria, denominadas editores gráficos. Estes tentam ultrapassar as dificuldades derivadas da complexidade de uso da IMS-LD, tornando-a acessível a utilizadores sem conhecimentos técnicos específicos. Para tal, os editores gráficos transpõem a linguagem codificada da IMS-LD para ambientes em que se executa uma especificação através de notações gráficas e representações esquemáticas. No presente estudo recorremos ao editor CADMOS para o trabalho empírico. A escolha recaiu sobre este editor por apresentar uma interface gráfica e visual e por ser o único, à data, que se encontra integrado com o Moodle, aquele que atualmente é o LMS usado na maioria das instituições de ensino superior em Portugal. A investigação conduzida teve por base a necessidade identificada junto dos docentes de instituições de ensino superior de Portugal, de métodos e ferramentas que auxiliem no processo de planeamento de objetos de aprendizagem, nomeadamente em contexto de e-learning. Esta lacuna, associada à expressa falta de conhecimentos em didática e pedagogia necessários à execução de um planeamento, e a falta de tempo útil para a tarefa, levam a que o planeamento em e-learning seja um aspeto descurado pelos docentes, nomeadamente no ensino superior. E este é um aspeto que pode comprometer a qualidade e eficácia dos processos de ensino e de aprendizagem. Para tentar dar resposta ao problema exposto, delineou-se como principal objetivo do trabalho, contribuir para a diversidade e inovação no planeamento didático em e-learning no ensino superior através do uso das linguagens de modelação com expressividade suficiente na representação dos objetos de aprendizagem, o qual se desdobra em três outros: 1) Conhecer as potencialidades da linguagem de especificação IMS-LD enquanto possível ferramenta de planeamento didático em e-learning; 2) Analisar o processo de conversão da especificação do planeamento, usando a linguagem IMS-LD, num objeto de aprendizagem na plataforma LMS; e 3) Identificar que mais-valias, se existirem, trazem as linguagens de modelação para o processo de planeamento didático em e-learning. O plano de investigação delineado sustentou-se nos princípios do paradigma interpretativo. Recorreu-se aos princípios do método de investigação Design Science Research para o desenvolvimento do estudo, o qual foi complementado pelo método Investigação-Ação, enquanto abordagem para conceber meta-artefactos no primeiro método. O estudo desenvolvido divide-se em três grandes períodos. Num primeiro período, o qual denominamos por Etapa 0, procuramos caracterizar o problema de investigação e sustentá-lo empiricamente. Realizaram-se entrevistas a docentes de diferentes instituições de ensino superior em Portugal, nomeadamente a Universidade de Coimbra, Universidade de Lisboa e Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro - e ainda uma quarta, cujos métodos de ensino se sustentam no ensino a distância e e-learning, a Universidade Aberta. Para as entrevistas nas três primeiras instituições mencionadas, foram selecionados docentes sem conhecimentos específicos na área das tecnologias aplicadas à educação, uma vez que representam a maior cota do público-alvo do estudo, em análise. O segundo período do estudo, que denominamos por Etapa I, foi dedicado à exploração do CADMOS, com o objetivo de analisar aspetos de usabilidade da ferramenta e questões concetuais e de expressividade na representação do CADMOS, para a execução de planeamentos em e-learning. Foram executadas diversas tentativas de especificação de objetos de aprendizagem reais, recolhidos previamente. No terceiro período da investigação, Etapa II do estudo, o CADMOS foi explorado pelos docentes participantes no estudo, enquanto ferramenta de (re)concetualização do planeamento. No final desta etapa foram realizadas entrevistas aos participantes, após a realização do trabalho empírico, para identificar e compreender melhor as perceções e satisfação resultantes da experiência de cada um, bem como as suas expectativas face à possibilidade de uso de uma ferramenta como o CADMOS para planear. Como resultados do presente estudo temos três meta-artefactos novos e confirmámos um meta-artefacto prévio, que se constitui de informação presente na literatura. Este primeiro meta-artefacto prévio consiste na definição de critérios que sustentam a escolha do editor gráfico para planear. O segundo meta-artefacto compila as limitações do CADMOS identificadas. Ambos são produtos da Etapa I do estudo. O terceiro meta-artefacto, constituído por propostas de melhorias ao CADMOS, e o quarto meta-artefacto, formas de uso do CADMOS para (re)concetualizar o planeamento, são produtos da Etapa II, em que a ferramenta foi posta à prova pelos seus utilizadores finais, os docentes.
Autores principais:Maia, Ana Margarida Silva
Assunto:Planeamento Ensino superior Editor gráfico E-learning CADMOS
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:O planeamento das práticas de ensino e de aprendizagem é um aspeto crítico na educação, em especial no e-learning. Atualmente existem linguagens de modelação formal que tentam sistematizar o processo de representação de objetos de aprendizagem. Para o efeito, a linguagem mais adotada, apontada como mais robusta até atualmente é a IMS-LD, que vê representadas algumas das suas instanciações em ferramentas de autoria, denominadas editores gráficos. Estes tentam ultrapassar as dificuldades derivadas da complexidade de uso da IMS-LD, tornando-a acessível a utilizadores sem conhecimentos técnicos específicos. Para tal, os editores gráficos transpõem a linguagem codificada da IMS-LD para ambientes em que se executa uma especificação através de notações gráficas e representações esquemáticas. No presente estudo recorremos ao editor CADMOS para o trabalho empírico. A escolha recaiu sobre este editor por apresentar uma interface gráfica e visual e por ser o único, à data, que se encontra integrado com o Moodle, aquele que atualmente é o LMS usado na maioria das instituições de ensino superior em Portugal. A investigação conduzida teve por base a necessidade identificada junto dos docentes de instituições de ensino superior de Portugal, de métodos e ferramentas que auxiliem no processo de planeamento de objetos de aprendizagem, nomeadamente em contexto de e-learning. Esta lacuna, associada à expressa falta de conhecimentos em didática e pedagogia necessários à execução de um planeamento, e a falta de tempo útil para a tarefa, levam a que o planeamento em e-learning seja um aspeto descurado pelos docentes, nomeadamente no ensino superior. E este é um aspeto que pode comprometer a qualidade e eficácia dos processos de ensino e de aprendizagem. Para tentar dar resposta ao problema exposto, delineou-se como principal objetivo do trabalho, contribuir para a diversidade e inovação no planeamento didático em e-learning no ensino superior através do uso das linguagens de modelação com expressividade suficiente na representação dos objetos de aprendizagem, o qual se desdobra em três outros: 1) Conhecer as potencialidades da linguagem de especificação IMS-LD enquanto possível ferramenta de planeamento didático em e-learning; 2) Analisar o processo de conversão da especificação do planeamento, usando a linguagem IMS-LD, num objeto de aprendizagem na plataforma LMS; e 3) Identificar que mais-valias, se existirem, trazem as linguagens de modelação para o processo de planeamento didático em e-learning. O plano de investigação delineado sustentou-se nos princípios do paradigma interpretativo. Recorreu-se aos princípios do método de investigação Design Science Research para o desenvolvimento do estudo, o qual foi complementado pelo método Investigação-Ação, enquanto abordagem para conceber meta-artefactos no primeiro método. O estudo desenvolvido divide-se em três grandes períodos. Num primeiro período, o qual denominamos por Etapa 0, procuramos caracterizar o problema de investigação e sustentá-lo empiricamente. Realizaram-se entrevistas a docentes de diferentes instituições de ensino superior em Portugal, nomeadamente a Universidade de Coimbra, Universidade de Lisboa e Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro - e ainda uma quarta, cujos métodos de ensino se sustentam no ensino a distância e e-learning, a Universidade Aberta. Para as entrevistas nas três primeiras instituições mencionadas, foram selecionados docentes sem conhecimentos específicos na área das tecnologias aplicadas à educação, uma vez que representam a maior cota do público-alvo do estudo, em análise. O segundo período do estudo, que denominamos por Etapa I, foi dedicado à exploração do CADMOS, com o objetivo de analisar aspetos de usabilidade da ferramenta e questões concetuais e de expressividade na representação do CADMOS, para a execução de planeamentos em e-learning. Foram executadas diversas tentativas de especificação de objetos de aprendizagem reais, recolhidos previamente. No terceiro período da investigação, Etapa II do estudo, o CADMOS foi explorado pelos docentes participantes no estudo, enquanto ferramenta de (re)concetualização do planeamento. No final desta etapa foram realizadas entrevistas aos participantes, após a realização do trabalho empírico, para identificar e compreender melhor as perceções e satisfação resultantes da experiência de cada um, bem como as suas expectativas face à possibilidade de uso de uma ferramenta como o CADMOS para planear. Como resultados do presente estudo temos três meta-artefactos novos e confirmámos um meta-artefacto prévio, que se constitui de informação presente na literatura. Este primeiro meta-artefacto prévio consiste na definição de critérios que sustentam a escolha do editor gráfico para planear. O segundo meta-artefacto compila as limitações do CADMOS identificadas. Ambos são produtos da Etapa I do estudo. O terceiro meta-artefacto, constituído por propostas de melhorias ao CADMOS, e o quarto meta-artefacto, formas de uso do CADMOS para (re)concetualizar o planeamento, são produtos da Etapa II, em que a ferramenta foi posta à prova pelos seus utilizadores finais, os docentes.