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Doença dos corpos de inclusão na coleção de répteis do Zoo da Maia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo reporta um rastreio da Doença dos Corpos de Inclusão na coleção de répteis do Zoo da Maia, doença conhecida por ocorrer em animais das famílias Boidae e Pythonidae, tanto em coleções privadas como de jardins zoológicos em todo o mundo. Foram colhidas amostras de sangue de 43 animais, das quais foram realizados esfregaços sanguíneos para pesquisa de corpos de inclusão intracitoplasmáticos em eritrócitos e linfócitos. Apenas 10 Boa constrictor apresentaram inclusões nas células sanguíneas. Desses 10 animais, 9 foram eutanasiados e o último foi sujeito a biopsia ecoguiada. Histologicamente, todos os 10 animais apresentaram inclusões eosinofílicas intracitoplasmáticas, de redondas a ovais, nos hepatócitos. Esses corpos de inclusão foram encontrados distribuídos em outros orgãos (rim, pâncreas, intestino e pulmão), com frequência variada. Infelizmente, para este estudo, não foram colhidas amostras de Sistema Nervoso Central para exame histopatologico. Uma vez que não foram detetados sinais clínicos, exceto caquexia em um dos animais, os resultados sugerem que a doença poderá ter evolução subclínica tornando estes animais portadores assintomáticos. Mesmo havendo evidências do caráter contagioso da doença, o modo de transmissão permanece uma incógnita, embora se acredite que possa ocorrer por contacto direto. Pensa-se que o ácaro Ophionyssus natricis possa atuar como vetor e é também possível que o agente etiológico seja transmitido da progenitora para as crias.
Autores principais:Oliveira, Francisca Manuela Vicente
Assunto:Répteis Corpos de inclusão Biópsia guiada por imagem Doença dos corpos de inclusão Inclusões intracitoplasmáticas Esfregaço sanguíneo
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:O presente estudo reporta um rastreio da Doença dos Corpos de Inclusão na coleção de répteis do Zoo da Maia, doença conhecida por ocorrer em animais das famílias Boidae e Pythonidae, tanto em coleções privadas como de jardins zoológicos em todo o mundo. Foram colhidas amostras de sangue de 43 animais, das quais foram realizados esfregaços sanguíneos para pesquisa de corpos de inclusão intracitoplasmáticos em eritrócitos e linfócitos. Apenas 10 Boa constrictor apresentaram inclusões nas células sanguíneas. Desses 10 animais, 9 foram eutanasiados e o último foi sujeito a biopsia ecoguiada. Histologicamente, todos os 10 animais apresentaram inclusões eosinofílicas intracitoplasmáticas, de redondas a ovais, nos hepatócitos. Esses corpos de inclusão foram encontrados distribuídos em outros orgãos (rim, pâncreas, intestino e pulmão), com frequência variada. Infelizmente, para este estudo, não foram colhidas amostras de Sistema Nervoso Central para exame histopatologico. Uma vez que não foram detetados sinais clínicos, exceto caquexia em um dos animais, os resultados sugerem que a doença poderá ter evolução subclínica tornando estes animais portadores assintomáticos. Mesmo havendo evidências do caráter contagioso da doença, o modo de transmissão permanece uma incógnita, embora se acredite que possa ocorrer por contacto direto. Pensa-se que o ácaro Ophionyssus natricis possa atuar como vetor e é também possível que o agente etiológico seja transmitido da progenitora para as crias.